Relato – 19ª Maratona de Revezamento Pão de Açúcar – São Paulo

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Neste fim de semana de sol, ocorreu a 19ª Maratona Pão de Açúcar de São Paulo, percurso de 42.195 metros divididos entre equipes de dois, quatro e oito atletas.

A retirada do kit aconteceu próximo ao ginásio do Ibirapuera, espaço amplo e com varias pessoas para fazer o atendimento, separado também de acordo com as equipes. No horário em que cheguei, sexta feira, por volta das 19 horas, não havia muita gente retirando os kits. Foi bem rápido o procedimento! O kit veio contendo a sacola de treino, número de peito, camiseta do evento, manual do atleta, chip de cronometragem (descartável), materiais de merchandising dos patrocinadores uma camiseta e uma munhequeira de revezamento.

No mesmo local um instrutor deu uma aliviada ao explicar o revezamento. Essa foi  minha primeira prova do tipo e eu não tinha ideia do que aconteceria, como funciona. Coisa simples também… Basicamente: ficar agrupado todos da nossa equipe, com digito final 1, logo no começo da fila no tapete de cerca de 500 metros, que também fica setorizado de acordo com o tipo de revezamento (dois, quatro e oito atletas, cada um em um ponto diferente do percurso) e digito final, aguardando cada terminar sua volta. Ao encontrar, basta pegar o identificador, uma munhequeira, mantendo na mão direita e continuar.

A ordem de corrida da nossa equipe seria: Alberto, Leonardo, Diego e o Thiago fechando os 42k.

No sábado entrego o kit a todos dos membros da equipe, combinamos de nos encontrar as 5h30m da manha do domingo, e ir rumo ao Ibirapuera.

Chega domingo, de pé às 5 horas da manha (ô tortura!!!), já me troco com tudo que deixei separado no sábado, tomo um café a base de carboidratos de lenta absorção (maça/pêra) e banana e é só esperar a galera chegar para ir: aí começa ai o drama.

O Leonardo conforme combinado chega a tempo. Chega 5h40m e nada do Thiago, 5h50m nada, 6h nada. Decidimos então deixar um recado via Facebook (ninguém tinha o telefone dele) para ele com nosso telefone para ele entrar em contato e ir encontrar a gente, seja lá de qual forma achar melhor, e partimos para o Ibirapuera.

Chegamos à região do parque exatamente as 6h20m, mas o estacionamento da Assembléia Legislativa, separado para a corrida, já estava lotado. A alternativa foi deixar na rua.

Deixei o carro próximo as ruas do estacionamento do trabalho e fui para o local que seria feito o nosso revezamento, portão 1  do parque do Ibirapuera, digito 1, próximo a chegada. Neste momento o Alberto já tinha aberto sua corrida.

Foram cerca de 1h30m tentando de todas as formas encontrar um telefone para entrar em contato com o Thiago e nada.

Exatamente 1h03m após a largada, chega o Alberto fechando seus poucos mais de 11k e parte o Leonardo para a sua volta. Durante este tempo o Alberto partiu em busca de informações sobre retirar as medalhas sem a tarja destacável de troca de medalhas – já que estava com o Thiago que fecharia a prova – sempre sem sucesso; enquanto isso me aquecia e alongava para a minha corrida.

Pouco mais de 2h depois do inicio da corrida, chega o Leonardo e abro o terceiro revezamento. O sol, apesar da temperatura baixa, estava pegando bem. O único ponto baixo foi o meu fone ter descarregado rápido e corri metade da prova sem musica. Não parece, mas faz muita diferença, dita o ritmo sem querer.

Sofri bastante com os vários trechos de subida, que fazia a pulsação chegar à casa dos 184bpm, o que pedia sempre uma diminuição de ritmo. Pontos de hidratação havia quatro ou cinco em todo o percurso, o suficiente, em minha opinião.

Com pace na casa dos 5:50min/km fechei os poucos mais de 11k em 1h05m.

Terminando a corrida, fomos até a organização perguntar a respeito da retirada das medalhas, se era possível sem o ultimo corredor. O que complicou não foi o fato da equipe estar incompleta, mas da tarja destacável de troca de medalhas estar justamente com quem não estava la, junto com o numero de peito dele.

Depois de tanto conversar foi sugerido que entrássemos em contato com a organização por e-mail para ver como resolvia, no caso seria enviar um e-mail e torcer para que retornassem com uma resposta positiva, mas tinha quase certeza que não daria em nada.

Voltamos para casa com dever cumprido, mas frustrados.

Chegando em casa, encontro online no Facebook um ex – professor da academia que finalmente me arruma o contato do Thiago, ligo, ele atende. Aleluia!!

Explicada a situação fico de passar na casa dele, pego o papel para retirar a medalha e literalmente “vôo” para o Ibirapuera. Afinal, eram 12h30min e os organizadores falaram que se chegasse ao local até por volta das 14h com o vale, conseguiria retirar.

Por volta das 13h10m o carro já estava estacionado ma mesma região que deixei anteriormente na hora da corrida, cerca de 1km do local da retirada do kit. Nesta hora fiz um pace melhor que fiz em toda a prova do dia e cheguei ao local em uns 4 minutos, ignorando todo o cansaço que estava sobre mim… O que o desespero não faz!

Chegando ao local, tomei um susto na hora que não vi mais nenhuma medalha, somente tudo revirado e três pessoas tomando algumas anotações. Quando mostro o vale o cara da organização só fala: Rapaz, você deu sorte!!

Peguei as medalhas aos 49 do segundo tempo, para salvar a nossa corrida! A maratona, que essa dependia de todos da equipe, não deu para fazer nada, ficaremos mesmo sem tempo de equipe, somente o pessoal.

Essa praticamente foi para fechar o dia! Depois dessa pilha somada a prova, me desgastou totalmente! Mais valeu!

Próxima corrida: Eco Run da Braskem!

Resultado:

Pão de Açúcar
Pão de Açúcar
confirmation_number Número de Peito 5351-3
supervisor_account Modalidade Revezamento 4 atletas: 11,264 metros
access_time Tempo Final 01:05:00
timelapse Pace Médio 05:52 min/km
timelapse Velocidade Média 10,21 km/h

Sobre

Guarulhense, desenvolvedor de softwares e soluções web, apaixonado por corridas, fotografia, viagens e muito rock.

http://www.diegoronan.com.br