Aproveitei o fim de semana de sol de 16 e 17 de julho e fui para Paraty, afinal, já havia um tempo que queria conhecer a cidade e nunca dava certo.

Sábado acordei às 6h da manha, conforme tinha planejado inicialmente, mas devido desistências voltei a dormir e adiei a saída para as 8. Sai de Guarulhos por volta das 8h30min, abasteci e segui o que o Google me disse: Pegue a Dutra até Guaratinguetá. La, entre na SP-171 e em seguida a RJ-165.

Na Dutra instalei o sistema do “Sem Parar” – Sempre quis ter isso. Ficar sem a preocupação de ter o dinheiro “separado” para o pedágio é o que há. “Vai que….”!

Depois de cerca de 2h20 de Dutra, peguei um trecho de transito entre São José dos Campos e Guaratinguetá, chego na SP-171. A estrada até que boa, recém pavimentada, apesar de ser uma faixa para vir e uma para voltar não achei tão perigosa mais pela falta de movimento nela do que pela estrada em si. Nesse momento que peguei a SP-171 pensei pronto, mais 1 horinha e estou la. Belo engano!

Pelo caminho dou 2 paradas na RJ-165 para fotografar e vou tranqüilo até a divisa de estado, São Paulo / Rio – trecho de aproximadamente 1 hora. Quando chego na divisa me deparo com uma placa: “A partir daqui trecho intransitável”.

Foi um bom choque! 2 opções:

Dar meia volta e esquecer a viagem, afinal, para ir para Paraty por outro caminho (pelo menos o único que conhecia) teria que:

  • Voltar para São José dos Campos: 2 horas

  • Descer a Tamoios (SP-99): 1 hora

  • Pegar a Rio-Santos (BR-101) até Paraty: 1h30min

  • Totalmente inviável! Iria chegar em Paraty no fim da tarde, cansado, não iria querer fazer nada alem de dormir e não estava indo até la para isso, e sim para fotografar.

Ou então encara a estradinha mesmo não sabendo a distancia que faltava, estimava que faltassem uns 30 km para chegar na cidade.

O jeito é tentar!. Voltar seria sacanagem demais! Aproveitei que um carro de grande porte entrou na estrada de terra e fui atrás. Como não havia chovido na ultima semana não corria risco de perder o controle do carro e acabar com meu dia por causa de barro  na pista.

Nota – Se informe sobre essas vias desconhecidas antes de meter a cara!

Meu Deus, que estrada deplorável! Trecho 100% acidentado! Depois (na verdade, agora!), descobri que o trecho tinha cerca de 10km, mas andando a 5km/h, parando direto para não deixar meio carro no chão em buracos e valas no meio da estrada, enfim, o que seria 20 minutos em uma estada com condições normais de trafego como havia sido até então, se transformou em pouco mais de uma hora.

De dois carros no começo jogo já eram meia dúzia, depois de cerca de 20 minutos de “sofrimento”, o pessoal mais lento ia se juntando pelo caminho, pelo menos o alivio de não estar naquilo sozinho. Havia um trecho que havia cerca de oito trollers esperando o pessoal que vinha do sentido que estava passar para seguir viagem. Sim, aquilo apesar de ser tenso até para moto passar era ainda mão dupla. Mas andar em uma estrada dessas com esses carros preparados para isso deve ser demais!

Apesar do trecho ser bem punk, é demais, desligar o som do carro e só ir curtindo a natureza.

Vivi uma hora de Rally, até sair do trecho intransitável. A partir daí foi chegar a Paraty jurando que nunca mais pegaria essa estrada, sem um carro que tenha porte para isto. Coitado do meu Punto! Offroad por um dia!

Cheguei ao Centro Histórico exatamente as 13h40min, totalizando 5h40min de viagem. Fazendo uma comparação: Pela Ayrton Sena / Carvalho Pinto (SP-70) e Rio-Santos (BR-101), de São Paulo até Caraguatatuba, o que estou acostumado a fazer, são 2 horas de viagem. De Caraguatatuba para Paraty, mais 1h30min.

Fica o registro para a próxima viagem ou para quem quer se aventurar para estes lados: 3h30min ou 5h40min? Preciso responder ainda?

Assim que cheguei na cidade, peguei uma pousada no Centro Histórico mesmo (60 reais para passar o sábado/domingo) e fui almoçar, em seguida fotografar.

A cidade é demais! Tirei muitas fotos! As construções da época do Brasil Colônia são demais para qualquer um que goste de fotografar arquitetura!

No Centro Histórico também pode se comprar passeios de charrete e alugar uma volta de barco pela costa da praia. O preço do passeio de barco pela costa por uma hora, para duas ou três pessoas, sai em media 50 reais, não cheguei a perguntar o de charrete quanto custava. Fica para uma próxima vez.

O Centro enche a noite, há muitas opções de bares e restaurantes na região, inclusive musica ao vivo. No sábado que estive la foi bom, estava tocando um Pink Floyd e eu naquela cidade! Épico!

Queria fazer um registro do amanhecer na cidade, do nascer do Sol, por isso programei o relógio e fui dormir por volta das 22 horas. O único detalhe é que me esqueci de dar o OK na programação e perdi a hora! Faz parte, esse registro fica para uma próxima.

No domingo tomei café e pensei: ou conheço mais algo da cidade ou já que estou “do lado”, vou para angra. Fiz a besteira de escolher ir para Angra. Planejava fazer o que: sair de Paraty as 10h, chegar em Angra das 11h, ficar em alguma praia até umas 14 ou 15 horas e voltar para São Paulo, bem, BR-101 sentido RJ, ai vamos nós.

A estrada é tranquila, um pouco perigosa, mas nada que prestar atenção e não abusar não resolva. Parei em bastantes trechos para fotografar as praias que tinha vista a partir da estrada, cada lugar sensacional. E segue pela BR, já dando meio dia e nada da cidade chegar. Abasteci o carro (R$2,60 o álcool ou R$3,70 a gasolina é de matar hein) e continuei até chegar na cidade. Cheguei no centro por volta das 12h30min com aquela cara de “é isso?!”.

É… Recalculando rota e mudanças de planos, Angra não tem nada demais, pode ter praias bonitas, mas você também precisa de um barco para chegar nelas, enfim, se for para conhecer acho mais viável alugar algo em Paraty e ir via mar conhecer as praias de Angra. A única coisa “legal” disto é que conheci a famosa usina nuclear, da estrada mais vale!

Já estava batendo uma fome, mas não queria parar antes de chegar em Ubatuba para comer, onde chego por volta as15h30, morrendo de dor de cabeça por causa do sol e fome. Encontrei um lugar para comer meio que na sorte, a maioria já estava fechada. Mais empurrei comida doe que comi mesmo e segui viagem. Estava até com idéia de visitar o aquário de Ubatuba, alias, almocei do lado do aquário, mas estava totalmente esgotado para tal.

Sai de Ubatuba por volta das 16 horas, a partir de então, chegando em Caraguatatuba já caia no que era rotineiro para mim: Tamoios e Ayrton Sena. Acabei esticando a vigem que seria feita em 3h30 para quase 6 horas e a toa, mas paciência! Transito na volta só peguei na Ayrton Sena, mas nada que me atrasasse mais de 15 minutos.

Pelo menos consegui chegar para as cobranças de pênaltis do jogo do Brasil, alias, foi bom isso? Pelo menos ri bastante nas cobranças hahahaha

Fotos da viagem: Clique aqui.

Até a próxima insanidade!!

O GloboEsporte fez uma materia com um professor ensinando como deve se treinar tiros de acordo com a distancia da prova:

Esta nos links:

Tiros intervalados de longa distância

Tiros intervalados de media distância

Tiros intervalados de curta distância

Falta de ânimo, uma sensação de tristeza, pensamentos negativos e ausência de prazer. Esses podem ser alguns dos sintomas de uma doença na qual muitos já ouviram falar, mas nem todos conhecem mais a fundo: a depressão. O tratamento conta com a assistência de psicólogos e psiquiatras, o uso de medicamentos e a prática de atividade física. De acordo com a psicóloga Miriam Barros, o hábito de correr pode ser muito útil no combate à doença, mas o conhecimento do problema também é importante para o tratamento e prevenção. Por isso, o GLOBOESPORTE.COM conversou com a especialista sobre o tema.

Entrevista completa com Miriam Barros

O que é a depressão?

Miriam: É uma doença de ordem química e psicológica. Um transtorno de humor, que pode ter várias causas. Embora não tenha um consenso no meio científico sobre as causas da doença, acontecimentos na vida da pessoa podem deflagrar uma depressão. No organismo, a depressão age como um distúrbio nos neurotransmissores, mas aspectos psicológicos também entram na origem da doença.

Níveis de depressão

M: Basicamente, são três tipos, embora isso não seja categorizado. Tem a depressão profunda, quando a pessoa não sai da cama e nem toma banho. Tem também a versão mais moderada da doença, que é uma mistura. A pessoa não fica prostrada, mas não leva uma vida normal. Além disso, tem a depressão leve, que a gente chama de distimia. É uma tristeza crônica, que interfere na qualidade de vida.

Corrida no combate à depressão

M: Ajuda muito. Inclusive, a corrida é um antidepressivo natural. Isso porque vai produzir substâncias no cérebro que atuam contra a doença, como a dopamina, uma substância que causa bem estar. Além disso, auxilia no melhor funcionamento dos neurotransmissores, fazendo os neurônios funcionarem melhor. A corrida produz uma sensação de bem estar e prazer. Tem também o fator da motivação. A gente fala também para a pessoa depressiva caminhar e correr ao ar livre, porque o sol e a natureza produzem uma sensação de bem estar.

Formas de prevenção

M: Quando tiver problemas, a orientação é procurar ajuda. A pessoa não deve se fechar nos seus problemas. Ter uma rede social ao vivo também é importante. O isolamento é uma das causas que contribui para que a pessoa se deprima. Conviver com os amigos é fundamental, assim como praticar atividades físicas que causem prazer. Outra coisa seria o autoconhecimento. Isto é: avaliar a capacidade de seus próprios limites, o quanto é possível aguentar situações difíceis, se os relacionamentos estão sendo saudáveis. Nunca deixar os problemas chegarem ao limite. Quando chega nesse ponto, dá para tratar, porém é mais difícil.

Substâncias associadas à depressão

M: A depressão está ligada a compulsões alimentares, de bebidas e ao uso de drogas. A pessoa depressiva vai buscar alívio em alguma coisa. É uma forma de tentar se medicar, mas acaba se prejudicando mais. Isso porque cria a dependência e o efeito deste “remédio” acaba sendo muito rápido.

Como identificar a depressão

M: Ao contrário do que muita gente pensa, não é só a tristeza que está relacionada. Ansiedade, pânico, irritação, perda de energia, falta de vontade de fazer qualquer tipo de atividade são sintomas que estão relacionados. Sono excessivo ou a falta dele, pensamento negativo e a falta de prazer também são reflexos. O diagnóstico precisa ser muito bem feito e só um psiquiatra pode fazer essa avaliação e o tratamento.

Consequências

M: Na dúvida, é bom procurar um psiquiatra. Em primeiro lugar, deve-se ter cuidados demais do que cuidados de menos. Esses sintomas interferem no trabalho e na vida familiar. Os sintomas estão tão fortes que prejudica o trabalho. A previsão é que a depressão será a segunda maior causa de afastamento do trabalho até 2020. Além disso, o relacionamento familiar pode ficar muito prejudicado.

Tratamento

M: O tratamento tem que ser farmacológico, à base de remédios. Eles agem de uma forma boa, tirando da situação difícil e criando condições de se fazer uma terapia. Além do tratamento químico, é necessário o apoio psicoterápico, com psicólogo.

Miriam Barros é psicóloga clínica formada pela FMU, psicodramatista formada pela PUC/SOSPS e psicoterapeuta de crianças, adolescentes, casal e família.

Fonte: Globo.com

Neste domingo aconteceu a etapa inverno do Circuito das Estações Adidas 2011 em São Paulo, prova de 10Km na região do Pacaembu.

A retirada do kit foi feita no mesmo local da etapa anterior, outono. Deixei para retirar no sábado para evitar o que aconteceu na ultima etapa: cerca de 40 minutos de espera para conseguir pegar o kit. Desta vez fiz em 5 minutos.

No sábado em vez de passar o dia descansando fiz bem ao contrario e não parei em casa, cheguei praticamente para separar o kit e dormir.

Na manha do domingo, dia da prova, acordei por volta das 6 horas; me arrumei, tomei um café básico e rumo ao Pacaembu; caminho tranqüilo, carro estacionado por volta das 7h15; alongo, aqueço e bora pra corrida.

O dia amanheceu nublado, umidade do ar alta, temperatura por volta dos 18 / 20 graus, o que foi propicio para fazer uma prova sem se desgastar muito, e sem a necessidade de muita roupa para suportar o frio.

Chega 8h00: inicia a prova, mantenho um ritmo próximo aos 6 min/km durante todo o percurso, tirando um pouco o pé nas subidas. Pensei até em andar no meio do caminho, mas consegui poupar o ritmo na hora certa e soltar quando estava mais relaxado.

Comparando com a etapa de outono, baixei o tempo do percurso em 4 minutos, considerando ainda que as outras provas que fiz os 10K em tempo menor eram em percursos 100% plano. Apesar do desgaste considero um bom tempo, apesar de ainda alto.

Tenho que aprender ainda a dar sprint em hora certa durante a prova, treinar mais tiros, só assim para chegar mais próximo dos objetivos.

Próxima corrida: talvez a serie delta no meio pro fim de agosto, ou a etapa Primavera das Estações Adidas, em Curitiba. Como vou dirigindo para la e farei quase um bate volta, distancia curta: 5Km.

Resultado:

Circuito das Estações

  • Número de Peito: 2001
  • Tempo Final: 00:59:42
  • Categoria: M2529
  • Modalidade: 10K
  • Tempo Bruto: N/D
  • Classificação Total: N/D
  • Classificação por Categoria: N/D
  • Classificação por Sexo: N/D
  • Pace Médio: 05:58 min/km
  • Velocidade Média Total: 10:05 km/h

Abaixo uma explicação do treinador Marcio Torres sobre as zonas de treinamento.

Zona de treinamento 1 – Recuperação ativa – 55% a 65% Zona de treinamento 2 – Capacidade aeróbia – 66% a 75% Zona de treinamento 3 – Potência aeróbia – 76% a 85% Zona de treinamento 4 – Capacidade anaeróbia – 86% a 90% Zona de treinamento 5 – Potência anaeróbia – 90% +

Zonas 1, 2 e 3: Descrição: Zona para pessoas sedentárias, e iniciantes que estão em adaptação com a atividade física, muscular e cardíaca, zona de queima calórica, treinos regenerativos, treino de volume para provas longas.

Zona 4: Descrição: zona do ácido lático para melhor da performance atlética e rendimento, acidose metabólica e do limiar anaeróbio, treinos de intensidade de ritmo médios a forte.

Zona 5: Descrição: zona de perigo na atividade física, sujeito a contusões, stress oxidativo, ritmos forte a muito forte.

“Para aferir sua zona de treinamento, podemos utilizar a fórmula tradicional:

Zona de Treinamento = 220 – idade x porcentagem da zona de treinamento.

Ex 1: Um corredor de 25 anos na zona de treinamento 1: 220 – 25 = 195 x a porcentagem da zona de treinamento (Z.1 – 55% a 65%) 195 x 0.55 = 107bpm 195 x 0.65 = 126bpm Então sua zona de treinamento 1 é de 107bpm a 126bpm

Essa é uma fórmula genérica e bastante abrangente. Para individualizarmos essa fórmula incluímos o valor da freqüência basal, que nada mais é que a sua freqüência em repouso total, logo quando acorda e antes de levantar-se da cama.

Zona de treinamento = 220 – idade – freqüência basal x porcentagem da zona de treinamento + freqüência basal.

Ex 2: Esse mesmo corredor de 25 anos possui uma freqüência basal de 54bpm, então na zona de treinamento 1 será: 220 – 25 = 195 – 54 (freqüência basal) = 141 x a porcentagem da zona de treinamento (Z.1 – 55% a 65%) + a freqüência basal (novamente) 141 x 0.55 = 77 + 54 = 131bpm 141 x 0.65 = 91 + 54 = 146bpm

Então sua zona de treinamento 1 é: de 131bpm a 146bpm