Neste sábado aconteceu a tradicional corrida de São Silvestre, corrida que fecha o ano de atividades esportivas em São Paulo.

São Silvestre

Esta foi a primeira edição da corrida depois da mudança de percurso - mudança péssima por sinal.

A retirada do kit ocorreu no ginásio do Ibirapuera, na quarta / quinta / sexta que antecederam a corrida. Deixei para ir na quinta por volta das 18h30min; não enfrentei filas e fiz a retirada rapidamente.

No sábado, dia da corrida e último dia do ano, fiz um almoço comum as 13 horas e as 15 horas, fui com meu tio, Mario, e meu amigo, Leonardo, para a corrida.

Pelo fato da corrida começar em um ponto e terminar em outro, e, como disse o “dono” da São Silvestre para quem iria de carro ou embora do evento: “Isso não é problema meu” (sic), optei por ir de metrô, ja que teria que estacionar o carro próximo a chegada, no Ibirapuera, e sofrer certo desgaste andando uns 3km até a largada, em subida íngreme; fora que para ir embora peagaria certo trânsito pela quantidade de gente no local.

São Silvestre

Chegamos na Paulista por volta das 16 horas, tempo bem fechado mas sem chuva até então, somente um tempo abafado.

Faltando 30 minutos para a largada, aqueço, faço o alongamento e aguardo em uma entrada próxima a largada.

Chega as 17h30min, começa a prova, e a chuva. Tive que abandonar a idéia neste momento de correr com fone, que não é a prova d’água, e guardar com o celular em uma sacola plastica no bolso. O que pude fazer foi dar o start no endomondo no celular e guardar no bolso. Não teria um controle perfeito de tempo no GPS, mas uma base já está de bom tamanho.

Assim que consigo me “infiltrar” no pelotão geral, é só alegria. Muito gostoso correr sob chuva, naquela festa com vários corredores de vários lugares do Brasil e muita gente acompanhando a prova, mesmo de baixo de chuva.

Falando da corrida em si, assim que saiu da “festa de aparecer na Globo” que durou praticamente até a Consolação, seguimos em direção ao Pacaembu, sob sofre chuva. Encontrei meu amigo (Leonardo) que tinha perdido na largada na descida da Major Natanael. Com piso molhado devido a chuva, estava com medo de escorregar na decida, só deu uma tranquilidade quando chegou na av. Pacaembu, momento que a chuva também deu uma trégua.

Aqui vai uma critica: Na av. Pacaembu havia sinalizações do primeiro ponto de hidratação, 2º Km de prova, e cadê? Só havia do km 4 para frente. Pisada feia na bola.

São Silvestre

Consegui conduzir a prova até a subida da Brigadeiro, meio cansado pelas subidas que jogaram a FC ao máximo, mas conseguindo administrar. Durante todo o trajeto o que se via era gente assistindo a prova, incentivando, enfim, bem diferente de todas provas que tinha participado até então.

Na subida da Brigadeiro, recomeça a chuva, agora mais forte. Devido a frequência se manter na casa dos 189, resolvi caminhar um pouco para baixar para os 170 e continuar, isso deu um gás para que continuasse até o final.

Passando o cruzamento com a Paulista, pegamos agora a forte descida da Brigadeiro (antes subida no percurso antigo), alívio, mas perigoso depois de subir tanto, sempre tomando cuidado para não arrebentar. Conduzi até o fim os últimos 2 ou 3km sem maiores dificuldades.

Assim que chegamos o que fazem: jogam todos os corredores que vão retirar a medalha literalmente na lama. Chuva e milhares de pessoas enchendo o pé de barro no fim da corrida não foi uma coisa legal, fora que para retirar o kit fizeram dar uma longa caminhada no barro. Se que acham dinheiro mais importante que satisfação do cliente, paciência. Na Paulista não teria acontecido isso, e também não precisaria andar mais alguns Kms de volta para o Metrô. O que se via era gente desesperada pedindo carona para voltar, taxistas ignorando pedidos de parada, já que todo mundo estava molhado, falta de ônibus fazendo trajeto levando o pessoal para alguma estação de Metrô e um trânsito infernal na região.

Tentei encontrar meu tio e amigo para ir embora, mas devido a forte chuva tive que entrar dentro do parque do Ibirapuera para conseguir telefonar. Acabei não encontrando ninguém, indo em direção a um portão fechado e ainda ter que voltar até o principal para sair do parque; mais 2Km andando de graça. Tirando o detalhe de voltar pela contra mão do percurso mais 3km, debaixo de água.

Consegui ver na subida da Brigadeiro (agora indo para casa) a “escolta” das ambulâncias para com o último colocado da prova e a galera indo embora incentivando com aplausos. Que importa é cruzar a chegada, não importa como e em que posição :)

Cheguei em casa por volta das 21 horas, tempo suficiente para tomar um banho, jantar e fechar o ano com chave de ouro, assistindo a virada na Paulista.

Espero que quando voltar a correr a São Silvestre, pensem mais nos consumidores do que no dinheiro que vão ganhar. Que mudem o percurso, mas que terminem num local onde não aconteça uma coisa bizarra como foi esse lamaçal e falta de transporte público com deslocamento rápido (Metrô de preferência). Alias, levem de volta isso para a Paulista, em nome do bom senso.

Quem sabe daqui 2 anos volto a participar, ou não. Foi uma corrida bacana, gostosa de participar, mas ficará difícil se continuar assim. Não é reclamação isolada, passei do lado de muita gente que criticou essas alterações e o que foi a prova.

Seria interessante também pelo número de participantes, largadas por ondas, como acontece em grandes maratonas, divididas pelo rítimo de cada atleta.

Quanto ao tempo, estimo ter feito minha estréia nos 15k em torno de 1h40min. Percebi que estou precisando fazer treinos em subidas, focar mais nisso neste ano que inicia ;)

Logo mais lanço um balanço do ano nas corridas deste ano.

Que venham as meia maratonas, creio que ja consiga encarar. Consegui terminar bem os 15k, sem chegar a exaustão :).

Resultado:

São Silvestre

  • Número de Peito: 10390
  • Tempo Final: 01:40:42
  • Categoria: M2529
  • Modalidade: 15K
  • Tempo Bruto: 01:44:40
  • Classificação Total: 10318
  • Classificação por Categoria: 947
  • Classificação por Sexo: N/D
  • Pace Médio: 6:43 min/km
  • Velocidade Média Total: 8,94 km/h

Momento importante da vida do jovem brasileiro: a chegada do verão se aproxima. Com ele, corpos à mostra, bronzeados em dia, corridas cada vez mais animadas e cheias de gente bonita. Por conta desses fatores, muitos corredores não querem ficar magrinhos e apelam para a academia para manter os músculos. Como sempre, uns exageram. Outros encontram o equilíbrio através do esporte.

Para o carioca Gustavo Direito, estudante de direito de 23 anos, fazer musculação faz parte da vida. Começou a malhar aos 15 anos, por pura estética, e acabou se viciando.

  • Eu era fissurado. Ninguém nunca está satisfeito com seu corpo dentro de uma academia.

Gustavo corre há mais de um ano. Na época, pesava 105kg com 1,87m, o que atrapalhava muito na hora de correr. Desde então, perdeu 11kg. Por conta da paixão pelo esporte, diminuiu um pouco o foco da hipertrofia, embora ainda seja adepto da malhação, pois gosta de ser forte e não quer secar demais.

  • Não consigo mais ficar enclausurado dentro de academia. Corro na rua, ao ar livre. É outra sensação. Agora não malho mais seis vezes por semana. Quatro vezes está bom demais.

Bruno Acioli tem tendência a ser magro. Com 1,77m e 69kg, o corredor, de 24 anos, acredita ser fundamental conciliar corrida e musculação para não ficar magro demais.

  • Tanto corrida quanto musculação fazem bem ao corpo e à mente. Musculação, pelo lado estético. Corrida, pelo lado psico-fisiológico. A chave do sucesso para quem não quer emagrecer é a suplementação depois do treino. Se você não repõe direito, o organismo busca energia do músculo, daí você perde massa magra.

Dicas da especialista

A nutricionista esportiva e triatleta Yana Glaser concorda com Bruno.

  • Quanto antes o atleta fizer a alimentação pós-treino, antes ele vai parar de usar o glicogênio muscular – afirmou a nutricionista, se referindo à fonte emergencial de energia da fibra muscular.

Yana alerta que, para quem quer ganhar massa magra, a reposição bem feita deve acontecer de 20 a 30 minutos após o exercício, através de um carboidrato de alto índice glicêmico e uma proteína, como um copo de leite desnatado com achocolatado, leite de soja com fruta e mel ou ainda uma fatia de pão branco com queijo branco e peito de peru.

O processo de aumento da massa magra se dá a partir do estoque de glicogênio, que deve estar cheio. O corpo só começa a consumir a gordura após ter usado o glicogênio muscular, daí a importância da suplementação. Nunca se deve treinar com mais de duas horas de jejum. A nutricionista lembra que não adianta consumir proteína pura, pois o corpo também precisa do carboidrato.

  • Sou super a favor de suplemento na hipertrofia, mas se não for um atleta de alta performance, apenas a alimentação adequada basta. Existe um uso descontrolado de suplemento nas academias, o atleta não pode tomar sem ter um acompanhamento específico de um profissional.

Para quem visa emagrecer, a dica é ficar uma hora após o treino sem comer nada. Depois disso, consumir um carboidrato complexo de baixa absorção com uma fonte de proteína, por exemplo, uma fatia de pão integral com queijo branco e blanquet de peru, ou um copo de leite desnatado batido com fruta.

  • Nesses casos, a musculação também é indicada para aumentar a taxa metabólica basal, que é o mínimo de energia necessária para manter as funções vitais do organismo em repouso.

Hipertrofia nunca mais

Brasiliente, estudante de direito, Bruno Menezes (23), ficou dos 14 aos 18 anos só pensando em ficar forte. Qualquer atividade aeróbica que pudesse fazê-lo emagrecer ou secar, ele não praticava. Malhar era seu único foco. Por problemas pessoais e emocionais, começou a praticar esportes, aliando corrida ou natação à academia. E a vida deu uma reviravolta.

  • Eu passei a pensar nos problemas de forma mais saudável. Sabe quando você fica se sentindo extremamente bem consigo mesmo? Pois é – disse o corredor.

Na época, Bruno tinha 92kg distribuídos em seus 1,88m, e se sentia pesado para correr. Hoje, com 9kg a menos por conta dos treinos para os triatlons, que pratica há três anos, o atleta admite.

  • Antigamente eu estaria me achando um frango com esse peso.

Se antes Bruno malhava apenas por estética, hoje ele mantém os treinos para fortalecimento muscular, com a consciência de que é muito mais feliz do que era quando só pensava em malhar.

  • O esporte te proporciona superação a cada dia. E com isso, uma maior felicidade e bem estar. Na maioria das competições que eu participo, fico superfeliz com o resultado, mas vejo meus pontos fracos e procuro melhorar. Independente disso, estou em paz. Só pensando em estética, quando você vai estar satisfeito, feliz, realizado? Nunca! O esporte traz uma realização que apenas a academia não vai trazer de forma alguma.

Orgulhoso, Bruno Menezes faz questão de enfatizar a melhora que o esporte conferiu a sua vida.

  • Fiquei mais espontâneo, com uma autoestima maior, procuro ter mais contato com a natureza, sou bem resolvido hoje. Até o poder de conquista aumentou, pois acabo atraindo mais mulheres bacanas, que gostam de viver uma vida parecida comigo. Enfim, melhorou tudo: saúde, emocional, pessoal e profissional.

Globoespote.com

Neste domingo nublado aconteceu a 3ª edição da Corrida Internacional Cidade de Guarulhos, com as distancias de 5K e 10K, pelas ruas do Maia no Centro da cidade.

Corrida Internacional Cidade de Guarulhos

Diferentemente do ano passado, o sol escondido entre as nuvens dutante toda a prova, o que ajudou e muito! Estava com certo receio, comparando com o que foi no ano passado, que quase quebro nos 5K. Tudo bem que na época era minha 2ª ou 3ª prova mas mesmo assim, o desgaste é enorme, tanto que muita gente passou mal na época devido ao calor.

A retirada do kit se deu no sábado, kit bastante similar ao do ano passado, contendo uma camiseta vermelha, número de peito, chip descartável e materiais de merchandising. Retirada rápida, no mesmo local (em uma tenda no meio do Bosque Maia). Ajuda também pelo fato de apenas duas mil pessoas terem participado da corrida.

Quanto aos pontos de hidratação, para quem fez os 5K ganhou um a mais. Era sacanagem somente um ponto no Km 3, isso matou ano passado e fez com que muita gente passasse mal, por falta de hidratação. Este ano ja haviam dois pontos de hidratação no percurso de 5K e quatro pontos no de 10K, um a cada 2Km em media.

Como a corrida desta vez foi bem perto de casa, deu para sair de casa mais tarde, 7h20min da manhã; embora tenha acordado as 6h30min. Café básico tomado, fui para a região da prova.

Por volta as 7h40min começei o aquecimento / alongamento e caminhei para a largada por volta das 8h da manhã - a largada para o público em geral estaria marcada para as 8h20min. Enquanto aguardo a hora, é dado a largada da elite feminina e masculina.

Ha umas semanas, comprei um fone no ebay, o S10-HD da Motorola. Foi a estreia dele! Usei em conjunto com o celular mandando as músicas (bluetooth), aproveitei para estrear um software, o Endomondo, para acompanhar o percurso. Fone muito bom, não pipocou e não deixou na mão um minuto. O Endomondo não sei o que meu bolso fez que fez ele parar a marcação no Km 6, pena que fiquei sem o registro da prova inteira. Foi a estréia de ambos, o fone é dez! Só tem que tomar cuidado com hidratação e suor não o queimarem, o mesmo vale para o celular.

Falando um pouco do percurso, em sua grande maioria plano, com uma subida acentuada entre os Km 4 e 5 - momento que faz você trotar para não andar - deu para soltar a perna e se sair bem. Tudo bem que o clima ajudou mas fechar em quase 56 min fazendo pelo menos 500 metros com passe de 10min/km, se fosse todo plano quem sabe uns tres minutos a menos - meta do ano que vem :) .

A entrega das medalhas pelo menos estava organizada, ano passado foi uma zona neste ponto, precisa ainda melhorar muita coisa para tornar a prova mais atrativa e trazer mais gente interessada em participar. Esta seria uma prova para dez a quinze mil pessoas, não duas mil.

Outro ponto que estava me esquecendo de comentar é quanto ao transito. Apesar de pouca gente correndo, onibus e caminhão jogando fumaça em todo mundo no meio da prova atrapalha, você ja esta na luta para buscar o ar e quando vem, vem 100% de CO2 para a a garganta, isso é uma coisa que merece atenção também. Se não pode interditar o transito em 100% do percurso, simples: mude para outro lugar o trajeto.

Quanto ao desempenho, oque ajudou também foi o fato de praticamente não ter corrido durante a semana e uma chuva ter queimado meu treino no ibirapuera na sexta, optei por fazer perna bem leve no caso.

Não sei se foi o fato da música ter acompanhado, mas estou menos cansado e terminei mais inteiro do que de costume, isso fazendo para mim um bom tempo :)

Agora que venha a São Silvestre, mas sem música porque chove :( Minha primeira 15K, dependendo de como me sair, decido fazer (ou não) os 21K da meia maratona em março.

Resultado:

Corrida Internacional Cidade de Guarulhos

  • Número de Peito: 1587
  • Tempo Final: 00:55:56
  • Categoria: M2529
  • Modalidade: 10K
  • Tempo Bruto: 00:56:21
  • Classificação Total: 480
  • Classificação por Categoria: N/D
  • Classificação por Sexo: N/D
  • Pace Médio: 05:35 min/km
  • Velocidade Média Total: 10,73km/h

Neste domingo ocorreu a corrida festiva de encerramento de mais um ano de corridas do calendário da Corpore, a Corrida Corpore de Natal.

Cerca de 3 mil corredores foram sorteados (único modo de se inscrever) e puderam participar da corrida, em um domingo nublado, propício para soltar o pé, na região da raia olímpica da USP.

A retirada do kit ocorreu no mesmo dia da prova, a partir das 6 da manha. Kit contendo número de peito, chip de cronometragem, camiseta e medalha para os finishers.

Saí de casa por volta das 6:30, depois de um café da manha a base de maçã, chegando na USP em torno das 7:20. Kit retirado, tudo pronto, alongado, rumo a largada.

O percurso, todo plano, ajudou a manter um ritimo bom, perto da casa dos 5min/km cravados, durante todo o trajeto. Cansou um pouco, talvez pelos excessos de treino e alimentação, mas mesmo assim consegui baixar meu tempo nas 5K em 2 minutos.

Havia 2 pontos de hidratação, entre os kms 2 e 3, durante o percurso… cerca de 500 metros separando um do outro e 1 no final, suficiente para o clima ameno que estava.

Por volta do Km 3 / 4 dei uma quebrada de rítmo para conseguir completar correndo, estava puxando muito forte, talvez se mantivesse faria um sub-25, mas num quis arriscar, a chance de quebrar era grande.

Fazia tempo que não fazia uma de 5K, deu para sentir uma evoluida com essa baixada de tempo :) FOCO!!

Lado curioso: Ja paguei caro por corridas que não chegaram nem aos pés desta, que foi na faixa.

Resultado:

Corpore 5K

  • Número de Peito: 1035
  • Tempo Final: 00:25:48.45
  • Categoria: M2529
  • Modalidade: 5K
  • Tempo Bruto:00:26:28.52
  • Classificação Total: 527
  • Classificação por Categoria: 61
  • Classificação por Sexo: 482
  • Pace Médio: 05:09 min/km
  • Velocidade Média Total: 11,63 km/h

  • Vai trocar de carro e pergunta para o vendedor da concessionária que pace ele faz
  • Dirigindo, vê uma placa na estrada “tal lugar a 5 km” e pensa “nossa, ainda vou demorar 20 minutos pra chegar lá” (ou 25, ou 30, ou menos de 15, depende…)
  • No seu calendário de parede, do lado do “D” do domingo, rabiscou um “P”, afinal, domingo é Dia de Prova…
  • Já tem a sua agenda de provas programada até dezembro… Dezembro do ano seguinte
  • Está inscrito em várias corridas que sequer foram divulgadas na internet
  • Seus filhos se chamam Dean Karnazes da Silva e Deena Kastor da Silva (ou seja lá qual for o seu sobrenome)
  • E seu cachorro (ou gato, ou hamster, ou periquito, ou peixe dourado) se chama Haile Gebrselassie
  • Anda enviando mailing lists para os amigos falando sobre ultramaratonas de 24 horas
  • Por falar em amigos, quase todos os que estavam na sua festa de aniversário eram corredores; e os poucos que não eram você anda tentando convencer a correr…
  • Fez proposta de compra pela casa do vizinho para servir de depósito de troféus e medalhas
  • Decorou a composição de todas as marcas de géis de carboidratos disponíveis no mercado, inclusive aquelas que ninguém encontra pra comprar em lugar nenhum
  • Tem vinte e seis pares de tênis, mas sapato, é aquele velho só, e olhe lá…
  • Mandou um e-mail para a Ortopé pra saber se eles têm sapatinho infantil para pisada supinada; com a resposta negativa, encaminhou a mensagem para a Klin e a Pé com Pé
  • Desmarcou a data do seu casamento pra não perder a camiseta “Corri Todas”
  • Canelite te dá mais medo que câncer
  • Não sendo ortopedista e nem fisioterapeuta, é capaz de descrever todos os sintomas (e tratamentos) da fasciíte plantar, da condromalácea patelar e da síndrome da banda íleo-tibial
  • Sua caixa de remédios tem mais antiinflamatórios que a prateleira da farmácia, inclusive aqueles que já foram recolhidos dela
  • Adorava carnaval, mas passou a detestar depois que descobriu que no domingo dele não tem corrida em lugar nenhum
  • Nunca assistiu nenhuma corrida de rua na televisão, porque estava em todas que foram televisionadas até hoje
  • Entra no site da São Silvestre no dia 1º de janeiro para ver se já abriram as inscrições
  • Não dá déirreal num quilo de bife, mas paga sorrindo R$ 200 na Féxom-Rã
  • Todas as suas camisetas, sem exceção, são dry-fit
  • O fundo da gaveta de camisetas da sua cômoda cedeu com o excesso de peso
  • Não tem mais uma meia de algodão na sua gaveta, porque elas dão bolhas…
  • Seu relógio-frequencímetro tem funções que você nunca usou (e nem vai usar), mas fez questão de pagar trezentão a mais por elas
  • No seu MP3, MP4, MPn+1 ou similar, tem setlists diferentes para cada tipo de treino, de acordo com a frequência cardíaca em batimentos por minuto
  • Definiu o tema de “Carruagens de Fogo” como ringtone do seu celular
  • Ainda nem pagou a última parcela do Kayano 15 e já comprou o 16; e anda entrando no site gringo pra saber quando sai o 17
  • Dá um sorrisinho de superioridade sempre que algum amigo não sabe dizer se é pronador, supinador ou neutrador
  • Fica ofendido quando a tia pergunta se você já saiu pra fazer seu cooper
  • Tem dentro do armário duas mochilas de hidratação que comprou e não se adaptou ao uso, além de três calcanheiras de silicone e quatro cintos porta-utilidades
  • Além daquela esteira mecânica pesada pra dedéu, que virou cabide
  • Isso sem falar na estação de ginástica, na cadeira com bicicleta ergométrica embutida, no banco e/ou aparelho para abdominais e nas sopas e barrinhas da Luciana Gimenez
  • Passou a madrugada inteira acordado pra assistir a Maratona de Shangai por streaming
  • Quando está na fila do banco, do correio ou do caixa do supermercado, fica com o RG na mão e procurando o comprovante original de inscrição
  • E, enquanto não é atendido, fica pensando em quantos quilômetros já podia ter corrido nesse tempo
  • Entre as vinte mil fotos de corridas (só deste ano), tem uma ao lado do Marilson, do Vanderlei, do Frank, do Zé Teles, da Zeferina, da Marizete (que você só não sabe qual das duas é) e de um punhado de outros corredores que são famosos pra caramba, só que você não sabe o nome deles
  • Os fotógrafos das provas te chamam pelo nome
  • Você virou a casaca e passou a torcer pelo Cruzeiro… Equipe de Atletismo do Cruzeiro
  • Pra você, o atleta do século XX é Paul Tergat
  • Todas as fotos do seu álbum no Orkut têm logotipo no canto
  • Você não adiciona no Orkut (e nem dá bom dia para) quem não tenha corrido maratonas abaixo de 3 horas
  • Depois de assistir à matéria no Globo Esporte, procurou a receita da gororoba dos quenianos no Google
  • Fez (e aguentou tomar sem vomitar) o chazinho milagroso do Globo Repórter
  • Além de corrida, você faz musculação, power yoga, pilates e tai chi chuan
  • Dois terços da sua geladeira são ocupados por isotônicos e bebidas esportivas à base de maltodextrina
  • Gasta mais na loja de suplementos que no supermercado
  • Tem todos os números de peito das provas que participou, dobrados, dentro do envelope original e com os quatro alfinetes (retirados e engatados)
  • Comprou como souvenir os chips das provas que considera mais importantes; todos os cento e cinquenta
  • Usa mais Hipoglós agora do que quando era criança
  • E mais vaselina do que quando era solteiro
  • Não sabe de cabeça o número do RG, do CPF e da CNH, mas lembra o tempo líquido, bruto, colocação geral, por sexo e por categoria nas suas quinze São Silvestres
  • E mandou gravar essas informações no verso de cada medalha
  • Esquece todo ano do aniversário de casamento, mas comemora sempre o da primeira maratona
  • Ninguém te chama pra feijoada no sábado há mais de dez anos
  • Anda achando que 5 km é prova pra criança; e de 10 km, pra adolescente
  • É conhecido na vizinhança como “aquele que corre” ou “o tiozinho atleta”
  • Quando sai a lista de participantes antecipada, olha nome por nome e conta quantos são os da sua faixa etária
  • Para ficar mais leve na corrida, prende o número de peito só com dois alfinetes; e destaca o canhotinho do guarda-volumes
  • Acha que pra “Semente da Vitória” virar a Bíblia, só faltam os números dos versículos
  • Entra no Climatempo toda segunda-feira pra saber qual é a previsão para o próximo domingo
  • É capaz de converter, de cabeça, km/h em mph e vice-versa; e ambos em min/km
  • Passa filtro solar antes de correr na esteira; e perde mais tempo programando o fartlek nela do que correndo
  • Está planejando, e faz tempo, um abaixo-assinado para a São Silvestre voltar a ser noturna
  • Acompanha 450 blogs de corredores no Blogspot; e na segunda-feira, fica mandando parabéns pela participação até as onze e meia da noite
  • Já foi pra lan house fazer isso quando a internet amanheceu sem sinal
  • Todos os seus followers no Twitter são corredores
  • Já leu TODOS os relatos de corridas do Namiuti
  • Escreveu relatos de TODAS as suas corridas, que nem o Namiuti
  • Neles, entabulou dados como a velocidade do vento, a umidade relativa do ar e a pressão atmosférica em mmHg
  • Leu essa lista enorme, e não só se identificou com quase todos os itens, como pensou em mais um monte. Manda pra mim!