Neste domingo, dia 15, aconteceu a primeira etapa do circuito “Corrida Praia Limpa” de 2012, em Bertioga, litoral norte de São Paulo.

A corrida gratuíta reuniu cerca de mil corredores de diversos pontos do estado.

Por ser em Bertioga, próximo à capital, pude fazer um “bate volta” para o litoral no próprio dia da corrida.

Deixei parar sair de casa por volta das 5h40min da manhaã, chegando no local da prova, em Bertioga, por volta das 7h30min. Apesar de chegar bem em cima do horário marcado para a largada, as 8 horas, o grande número de corredores retirando kit e chip fez com que a mesma fosse adiada para às 8h30min.

Demorei cerca de 15 minutos para retirar o kit e partir para o alongamento. Alongando, o Ademir, corredor de Guarulhos - blog: http://ironmangfbpa.blogspot.com/, acabou me encontrando durante intervalo entre o alongamento e inicio de prova.

Bertioga

O percurso foi basicamente 5km de areia e 5km de asfalto, divididos 2.5k cada em duas voltas, iniciando na areia, com quatro pontos de hidratação.

Essa foi minha estreia na areia, logo depois da estreia dos 15k, posso falar que pesou e muito. Deveria ter segurado o rítimo durante o tempo que estava na areia que gerou um desagaste enorme, a segunda volta foi basicamente se arrastando.

Tempo nublado, uma garoa no fim, e prova finalizada em pouco mais de 1h, sem maiores problemas.

A corrida foi relativamente boa, ainda mais sendo gratuita. Ja paguei para correr piores.

Ainda não defini qual será minha próxima corrida. Nas próximas semanas defino :)

Resultado:

Bertioga

  • Número de Peito: 661
  • Tempo Final: 01:05:29.10
  • Categoria: M2529
  • Modalidade: 10K
  • Tempo Bruto: 01:06:10.55
  • Classificação Total: 215
  • Classificação por Categoria: 19
  • Classificação por Sexo: 166
  • Pace Médio: 6:32 min/km
  • Velocidade Média Total: 9,16 km/h

2011: Um ano que começou com o objetivo de começar a correr os 10K, nem cogitando uma São Silvestre e terminar o ano na Paulista correndo os 15K com direito a muita chuva! Foi a primeira corrida que peguei um tempo assim alias!! Além de muita subida.

Consegui manter a média de correr pelo menos uma corrida por mês, seja no sol, na chuva, no frio ou no calor.

Balanço 2011

Não consegui fechar o Circuito das Estações Adidas, devido ao Rock in Rio, mas compensei com corridas que não estavam no script no começo do ano, script que sempre planejamos mas nem sempre da para seguir a risca.

A melhor de 2011: Apesar dos problemas com desorganização, nenhuma que participei superou a Corrida Internacional de São Silvestre. Pena que quem está por trás do evento não está nem aí para os atletas. É uma corrida que merece mais respeito. Foi a única corrida, como disse no relato, com o público assistindo e “participando” em praticamente todo percurso, muito bom! Sempre que passar na capital a virada, estarei lá no meio.

A pior de 2011: Corrida da Esperança. Se a desculpa é pouco gasto para maior arrecadação, aprendam com a Corpore, que faz a corrida de natal. Apesar de ser limitada para cerca de 4 mil participantes, é gratuita e melhor que muita corrida de 70 reais por ai. Esta é uma que não pretendo correr nos próximos anos para mudar de idéia, tem que melhorar muito, dinheiro e patrocinio para isso garanto que não falta, ainda mais se a prova for televisionada.

Em relação a tempo, mantive uma média em torno de 28min/5k no ano, dando uma abaixada nas últimas de 2011, derrubando em 5 min o meu melhor tempo, tanto nos 5k (Corrida de Natal Corpore) quanto nos 10k (3ª Corrida Internacional Cidade de Guarulhos).

Foi um ano que também mostrou que tem que saber com quem contar em corridas de revezamento, quase por causa de um, toda equipe fica sem medalha - consegui pegar aos 49 do segundo tempo, como relatei na prova… Já o tempo, não teve jeito.

2012? Buscar os 21k! Sei que já posso com a distância, já treinei a mesma e sei que consigo. A ideia é já estrear nos 21K das duas Meia de SP (Yescom e Corpore), Golden Four Asics e fechando o Circuito Athenas.

Tenho vontade de fazer uma corrida fora do estado, quem sabe até do País. Argentina é uma opção, quem sabe esse ano ou 2013… lembra que nem cogitava a São Silvestre.

Somente um esboço do que pretendo buscar em 2012:

Circuito das Estações Adidas 10K Golden For Asics 21K Circuito Athenas Mizuno 10K / 16K / 21K Meia Maratona de SP Corpore 21K Meia Maratona de SP Yescom 21K Maratona de SP (por enquanto 10K) Fila Night Run 10K Ecorrida 15K 10 milhas brasil Braskem Eco Run 10K Sargento Gonzaguinha 15K Circuito Praia Limpa, Bertioga 10K Samsung 11º Troféu Zumbi dos Palmares 10K Corrida Internacional Cidade de Guarulhos 10K São Paulo Indy Run 8K Corrida Bombeiros 10K Corrida Centro Histórico Corpore Bovespa 9K Corrida Internacional de São Silvestre 15K

Datas irão conflitar e impedir de participar de alguma, mas a ideia é buscar a maioria destas, algumas que fiz no ano passado, outras novas, novos percursos, novos desafios. Deixei a São Silvestre na relação, apesar de quase certeza que não estarei em SP para participar, nunca se sabe.

É isso! 2012 “começa” domingo que vem, 10K em Bertioga, até la.

por Sérgio Rocha

Uma das primeiras coisas que ouvi do técnico Wanderlei de Oliveira quando comecei a treinar com ele foi: “Ô bacana, você precisa aprender a correr devagar para poder correr rápido”. Em nossos bate-papos durante os treinos, me disse que tinha aprendido isso ainda na época de velocista. Ele estava no exterior e quando foi treinar com corredores mais rápidos, notou que as rodagens eram sempre lentas: “Bom, se os caras são mais rápidos que eu e treinam devagar, eu preciso aprender a fazer a mesma coisa”, disse.

Mas como funciona com o Wanderlei? Em geral treinamos 6 dias por semana, sendo que dependendo da época, em 3 deles fazemos treinos de qualidade – tiros, fartleks, etc. Os outros três dias são de rodagens – lentas. Em minha primeira rodagem falei a ele: “Fiz os 10 km para 5:30 min/km”. Reposta: “Muito rápido”. Acertei as rodagens, mas confesso que fui sem confiança para a minha primeira prova sob a batuta de Oliveira, os 10 km da Track and Field do Shopping Villa Lobos. Eu me sentia sem velocidade e sem confiança. O “problema” é que fiz 45 minutos e alguma coisa – marca que há tempos eu não obtia.

Outro treinador e um dos pais do treinamento moderno de corrida, o neo-zelandes ARTHUR LYDIARD também pregava treinos de rodagem feitos devagar (e não o LONG SLOW DISTANCE, ou LSD, erronemante atribuídos a ele). Lydiard foi o treinador de treinador de PETER SNELL, ouro nos 800 m dos jogos olímpicos de Roma/1960 e nos 800 m e 1.500 m em Tókio/64, e também foi o responsável pelo renascimento dos corredores filandeses, como LASSE VIRÉN, que sob sua consultoria foi ouro nos 5.000 m e 10.000 m nos jogos de Munique/72 e Montreal/76.

Agora, lendo “THE BIG BOOK OF ENDURANCE TRAINING AND RACING” (ou “O Grande Livro de Treinamento de Endurance e Competição”) de PHILIP MAFFETONE – treinador de MARK ALLEN, 6 vezes vencedor do Ironman do Hawai -, encontrei mais um defensor das rodagens lentas. A diferença de Maffetone, é que ele usa o monitoramento cardíaco para determinar a faixa de treino de “máxima de performance aeróbica”. No caso, ele usa um calculo bem simples: 180 – idade. Há alguns parâmetros que devem ser usados para que se aumente 5 batimentos para cima ou 5 para baixo.

O que Maffetone defende são 4 meses de treinamento puro no “máximo de performance aeróbica” ou MPA , para só então entrar na fase de treinos de qualidade – ou simplesmente competições. No meu caso, eu teria que fazer todos os treinos na casa de 145 batimentos cardíacos, no máximo. Tá em uma subida e passou o parâmetro? Ande. Segundo Phil, com o passar do tempo, a velocidade com que se corre no MPA vai aumentando paulatinamente.

Se funciona? Deve funcionar. Ele mesmo dá exemplos de atletas que corriam ou faziam triatlo sob seu regime e que atingiram marcas muito boas. Alías, o método de Maffetone recebe respaldo até do autor de “LORE OF RUNNING”, o respeitadíssimo fisiologista sul-africano Tim Noakes.

Bom, eu tenho adotado o MPA para meus treinos de rodagem. Se funcionar em mim, eu aviso!

Fonte: Contra Relogio

No meio das corridas, sempre há uma piada interna ao ouvir comentários sobre a “Maratona de São Silvestre”, como se matematicamente 15 km fossem iguais a 42 km, são “apenas” 27.195 m de diferença… Algo quase que insignificante! Agora, falando sério, sem realmente uma organização e regras rígidas, teremos em 2012 a “Caminhada de São Silvestre”. Nunca corri uma prova tão cheia e travada como a de ontem (31). Eram 25 mil inscritos (claro que nem todos correram ou concluíram, e ainda teve muita gente “largando” no meio). Some-se ainda milhares de pipocas. Nunca corri uma prova com tantos pipocas. Na largada, era só olhar ao lado para ver muita (mas muita mesmo) gente sem chip ou número. Bem mais do que nos três anos anteriores em que corri. Para ter uma ideia, tive de costurar e correr em ziguezague até a chegada! E não estou exagerando.

O problema da largada é crônico. Já escrevi várias vezes aqui no blog e comentei no podcast CRNOAR. Mas na edição de 2011 foi ainda pior. Está certo que em 2010 larguei bem para frente, mas como comparação, foram cerca de 20 segundos para passar pelo chip de largada e, ontem, uns 5 minutos mesmo ficando 1h40 em pé, vendo ao meu redor centenas de pessoas sem a menor condição de largar mais na frente ou de correr num ritmo aceitável três quilômetros que fosse. O que estavam fazendo ali? Me indagava o tempo todo. Como exemplo, um na minha frente, com a filha adolescente junto, nem sabia o horário da largada!

A Rede Globo, Fundação Cásper Líbero e Yescom vão abrir 45 mil inscrições em 2012, como adiantou Manoel Arroio, o Vasco, diretor técnico da São Silvestre. Sem largada em ondas com separação por ritmo, é mais do que inviável. A não ser que realmente queiram transformar a corrida numa caminhada de confraternização de final de ano. Vasco disse que não deve assumir a obrigação de acertar a largada, que os próprios corredores têm de fazer a fiscalização. Não é possível. Muitos brasileiros adoram levar vantagem, dar o famoso “jeitinho”.

Como exemplo, teve gente que escreveu no Facebook, reclamando do preço, que mesmo se inscrevendo com o nome do pai idoso e pagando metade do valor, achava caro! Outro que se gabava, numa discussão durante a corrida no primeiro quilômetro da prova, de ter pulado a grade: “Ah, quem mandou ficar aí em pé, todo mundo pula”. Parabéns, espertalhões!. Outros não sabem mesmo, acham que ficando na frente vão aparecer da Globo. Sem ter a noção do risco que estão correndo ou de como atrapalham quem quer correr.

A São Silvestre só será uma corrida se tiver, no mínimo, cinco largadas diferentes, separadas por uns 10 minutos cada, com ritmo comprovado por tempo. Cores diferentes nos números, grades ao redor e controle rígido. Com fantasiados, quem quer levar faixas, nunca correu ou quer apenas trotar/festejar/caminhar lá no fundão, na última onda. Simples assim. Como ocorre na Maratona de Chicago, por exemplo.

Ontem, havia gente caminhando no km 1 ou correndo lentamente. Então, por que largar na “fila do gargarejo”? Sem falar na quantidade de pessoas entrando pelas laterais, empurrando, assumindo o risco de causar um acidente. Se alguém caísse, acabaria pisoteado. No chão, em ao menos uns 500 m na Avenida Paulista, inúmeras garrafas de água/isotônico e centenas de capas de chupa, sacos plásticos, fazendo muitos tropeçarem.

Quanto ao percurso, sinceramente, não sei dizer se é melhor ou pior que o de 2010. Achei mais agradável de correr. Senti que passou mais rápido, mesmo correndo mais lentamente. A chuva e o fato de me sentir travado os 15 km atrapalham uma análise melhor. Tive a sensação de ser um trajeto mais sinuoso, principalmente pelo “braço” de 200 m no final da Avenida Pacaembu. Psicologicamente, uma vantagem: quando chega ao final da subida da Brigadeiro, você pensa, por mais cansado que esteja: “Opa, acabou, completei mais uma São Silvestre”, já que nos 2,3 km finais são em descida e plano. No começo, até tentei forçar para baixar meu tempo na prova, porém desisti rapidamente e optei por fazer a festa, brincando com as crianças e o público (esse sim, o ponto alto, com gente o tempo todo, mesmo com chuva, o que faz da São Silvestre uma prova especial). Como comparação, extraoficialmente, fiz 1:06:03, pelo meu relógio, contra 1:04:35 de 2010 – assim, com larguei bem mais atrás, não forcei e pelo volume de pessoas, além do trecho escorregadio na descida da Brigadeiro, o percurso novo é mais rápido.

O temporal complicou demais a chegada, com muito barro e lama. Não dá para prever o clima (apesar de que muita gente vai culpar a Yescom pela chuva), mas a organização deve levar (e muito a sério) em consideração isso na edição deste ano. Houve muita água e barro, já que o espaço de dispersão era todo na grama. Ah, como ponto de destaque, a medalha. Talvez a mais bonita que já recebi numa prova. E entregue após completar os 15 km. Pelo menos.

A festa da São Silvestre foi mantida. Os fantasiados, estavam todos lá. Na dispersão, me encontrei com o “The Flash”. Na largada, as faixas de sempre também. Como a de Cerquilho, bem próximo de mim. Com todos os problemas, a sensação de terminar o ano correndo e com saúde, completando a prova mais tradicional do Brasil, é indescritível. Mas fica a vontade de querer ser mais respeitado.

Resumindo, com um ano de antecedência, mesmo que sejam mantidas “apenas” as 25 mil inscrições, a largada tem de ser rígida, ou vamos lançar a “Caminhada de São Silvestre”. Pelo menos assim, ninguém mais vai falar maratona…

Fonte: Contra Relogio

Vi de longe a São Silvestre, acompanhando pela televisão o show que a chuva deu, aparecendo e desaparecendo, caindo a cântaros ou simplesmente gotejando, criando poças gigantescas ou escorrendo rapidamente pelos esgotos.

Vi a coragem do irmão de Bekele e a bravura indômita de Priscah Jeptoo, defendendo a todo custo a liderança conquistada e que, em alguns instantes, pareceu perdida. Acho que ela é a corredora de elite com o estilo mais estranho que já vi.

Não tenho, porém, como avaliar o desenrolar da prova para os milhares de apaixonados por corrida que lá estiveram.

Sei, porque corri nele e porque entrevistei médicos e técnicos, que o novo circuito oferece mais riscos para os corredores, é mais perigoso. A mudança, feita de última hora, pode ter pegado muitos atletas despreparados para o rigor das duas grandes descidas. Mas não encaro isso como um problema ou demérito do circuito: se for mantido, os candidatos a corredores de São Silvestre terão de organizar seu treinamento para esse tipo de percurso e pronto.

Do ponto de vista de desenho do trajeto, acho pior a chicane da Mario de Andrade, que me parece um incômodo desnecessário. Os desenhistas do percurso poderiam quebrar a cabeça um pouco mais e evitar aquele cotovelão de umas poucas centenas de metros.

Quanto à reação dos corredores, os primeiros comentários que chegaram foram de crítica, especialmente à zona de dispersão, que ficou um charco, segundo os relatos que recebi e mensagens que conferi nas redes sociais e fóruns especializados.

De fato, como a previsão era de chuva, acredito que os organizadores poderiam ter previsto que o gramado não iria segurar os milhares de passadas chegantes e tomado medidas para tornar a dispersão um pouco mais confortável. Mas aí já não era a prova.

Houve reclamações, também, de falta de água nos postos iniciais, o que considero uma falha grave, ainda mais em uma prova que se proclama internacional.

Quanto ao percurso, os comentários variaram. Teve gente que reclamou das dores da descida, e houve quem dissesse que a Brigadeiro, ladeira abaixo, foi demais, superemocionante. É normal que os comentários também reflitam o desempenho de cada um na prova ou como cada um encara a São Silvestre.

Muitos comentários mantiveram o protesto contra a mudança da chegada na Paulista, e consideraram decepcionante a chegada no Ibirapuera, complicada pela falta de chuva e pela dificuldade de acesso a transporte –muitos taxistas se recusaram a levar corredores encharcados, segundo vi nas redes sociais..

Para mim, porém, a imagem que ficou da prova foi a de um grupo de gordinhos, totalmente molhados, correndo felizes da vida, ainda nos primeiros quilômetros da prova, pouco depois do Pacaembu. Aliás, mesmo os não corredores que assistiam à prova comigo notaram o grupo, sorriram, elogiaram.

Aquela imagem de entusiasmo deixa evidente que a corrida é para todos e que, por mais dura que pareça e por mais difíceis que sejam as condições, pode ser um prazer e uma alegria. E que todos podem desfrutar dela, gordos ou magros, jovens ou velhos, ricos ou pobres. É a democracia dos corpos no asfalto.

Fonte: Blog Rodolfo Lucena