Use os exercícios educativos para aperfeiçoar sua postura e ter melhor rendimento na corrida Por Denise Schipani

Cada um tem seu jeito de correr, mas todo corredor deve procurar aprimorar a postura, gerando economia de energia, conforto e segurança. É aí que entram os exercícios educativos, importantes para aprimorar a técnica. Eles estimulam a condição aeróbica do atleta, desenvolvem a coordenação motora e a agilidade, fortalecem a musculatura envolvida na biomecânica da corrida, estimulam a propriocepção por meio de momentos de desequilíbrio e promovem maior conscientização corporal. Com eles, é possível corrigir alguns vícios de postura, evitar lesões e render mais em treinos e provas.

Após o aquecimento e antes do treino principal, reserve 20 minutos. “Como eles recrutam o sistema nervoso central, é melhor que o corpo esteja descansado”, diz o treinador Nelson Evêncio, presidente da Associação dos Treinadores de Corrida de São Paulo, que recomenda cada sessão duas vezes por semana. Faça três séries na ordem a seguir, durante um deslocamento de 50 metros. Os skippings alto e baixo podem ser feitos em treinos alternados.

Skipping alto Eleve os joelhos até a altura do abdome, pisando com a parte da frente dos pés e mantendo os braços perpendiculares ao corpo em ângulo de 90 graus.

OBJETIVO - Diferentemente dos velocistas (100 a 800 metros), os fundistas não precisam trabalhar tanto a elevação do joelho, mas esse exercício fortalece os músculos da coxa, aprimora a extensão e a impulsão da perna e amplia a extensão da passada.

Skipping baixo Eleve os joelhos alternadamente até aproximadamente a altura dos quadris.

OBJETIVO - Mais usado para os corredores de longas distâncias, procura estimular que o toque do pé no solo ocorra da forma mais rápida possível. Atua sobre a panturrilha e a coxa (quadríceps), sendo recomendado para quem tem passada curta ou não faz nenhuma elevação do joelho.

Anfersen Corra encostando os calcanhares nos glúteos, enquanto mantém o tronco ligeiramente à frente e os braços em um ângulo de 90 graus.

OBJETIVO - Enfoca os músculos posteriores da coxa e eleva a altura dos calcanhares em um movimento muito utilizado por fundistas velozes durante a prova. Contribui também para aumentar a extensão da passada.

Dribling Movimento ritmado com as pernas estendidas tocando a ponta dos pés no solo de forma alternada ao movimento dos braços, que permanecem em um ângulo de 90 graus.

OBJETIVO - Fortalece a musculatura dos membros inferiores e aprimora a passada. Muito utilizado por velocistas, que apoiam os pés no chão rapidamente e fazem tração, empurrando o chão e projetando o corpo à frente.

Kick out (chute para a frente) Faça uma corrida rápida, de passos curtos, elevando minimamente os pés (eles quase chegam a se arrastar) , com trabalho de braços rápido coordenado com as pernas (braço esquerdo mais à frente com a perna direita à frente e vice-versa). O tronco deve ficar ereto, ligeiramente inclinado à frente.

OBJETIVO - Concentra o trabalho na articulação do tornozelo, que melhora sua eficiência na passada durante a corrida.

Hopserlauf Corra alternando saltos com elevação dos joelhos e o consequente trabalho dos braços (perna direita dobrada, braço esquerdo dobrado e vice-versa).

OBJETIVO - Fortalece os músculos da coxa e a impulsão durante os saltos, trabalhando ainda a flutuação da passada. Aprimora também a coordenação e a correção de giro de joelho para dentro ou para fora, sobretudo nas mulheres.

RUNNERs

Neste domingo aconteceu a XVII edição da Corrida dos Bombeiros da Corpore, corrida que homenageia o dia dos bombeiros (2 de julho) no bairro do Ipiranga, em São Paulo.

O dia amanheceu com bastante sol, apesar do frio (temperatura beirando os 12 graus) pela manhã, a temperatura subiu rapidamente quando ele resolveu dar as caras, chegando algo em torno dos 18 graus no início da corrida.

Fiz a retirada do kit no sábado, no Comando Militar do Sudeste, próximo ao Ginásio do Ibirapuera, logo pela tarde. A retirada foi bem tranqüila e rápida, sem filas ou maiores aborrecimentos. O kit veio contendo a camiseta, numero de peito, chip e materiais de merchandising. Só achei ruim sábado ser a única opção de data para retirada, fora o dia da prova. O receio de pegar uma fila monstro no dia da prova fez com que retirasse no sábado mesmo.

Na academia, não dei a mínima atenção para o “pegar leve” durante a semana que passou, alias, aumentei a carga em todos os exercícios. Por isso estava quebrado, muscularmente falando, até o sábado. Até fiquei com receio que poderia interferir diretamente na corrida, mas não tive nenhum problema em relação a isso.

Nunca havia corrido na região do Ipiranga, alias, não conheço nem a região direito. No site da Corpore, vi pela altimetria que teria um “problemão” da ordem de 2 kms, e ainda bem no final do percurso, deixei então para adotar a estratégia de tirar o máximo no começo para compensar a queda de rendimento nestes trechos de aclive.

De volta ao domingo, acordei por volta das 6 horas da manhã, tomei café, me troquei e fui para o Ipiranga as 6:30, onde estaria chegando por volta das 7:10.

Deixei o carro estacionado pelas ruas do entorno e fui enfrentar o frio, guardar meus pertences no guarda-volumes e alongar. A estrutura da corrida estava bem distribuída no parque, sem causar tumultos ou alguma desorganização do tipo. Ponto para a Corpore que nunca vejo problemas com relação a isso.

Alongamento feito, hora de ir para o ponto de largada, que começou pontualmente as 8 horas, em um trecho plano. Os primeiros 2kms foram bem alternados em relação a pequenas subidas e descidas.

Nas decidas era bonito de se ver aquele mar vermelho correndo na sua frente. Uma descida forte marcou entre os kms 2 e 3, ponto que aproveitei para soltar a perna já esperando a subida que iria comer todo este tempo poupado.

Por volta do km 3 apareceu o primeiro ponto de hidratação, com água gelada no copo, ótimo, um gole pequeno e o resto na cabeça.

Seguindo pelos kms 3 à 6, o trecho mais tranquilo do trajeto, totalidade plano, tendo mais um ponto de hidratação entre os kms 5 e 6.

A partir do km 6 começa o castigo, dois kms com o coração a 192bpm, no limite, subida que contornando o parque nos levou para o mesmo ponto em que largamos, e de volta ao trecho plano, finalmente.

Não consegui pegar a água neste último ponto, do km 7. O copo escapou da minha mão e não deu para tomar um “banho” de água gelada para aliviar a subida. Daí em diante foi o mesmo trajeto dos dois primeiros kms de prova e fui para terminar o percurso com pouco mais de 58 minutos. Tempo dentro do esperado, ainda mais pelos aclives.

Agora é treinar mais subidas para se matar menos nestes trechos. E daqui 2 semanas tem mais uma meia maratona!!

E da-lhe endorfina!!

Resultado:

Bombeiros

  • Número de Peito: 3229
  • Tempo Final: 00:58:24.34
  • Categoria: M2529
  • Modalidade: 10K
  • Tempo Bruto: 01:00:44.56
  • Classificação Total: 2181
  • Classificação por Categoria: 164
  • Classificação por Sexo: 1980
  • Pace Médio: 5,50 min/km
  • Velocidade Média Total:10,27 km/h

Nesta manha fria de domingo, dia 17, ocorreu a Maratona Internacional de São Paulo, com opções de percursos, além dos 42k da maratona, de corridas de 25K ou 10K, ou então uma caminhada de 3K. Diferentemente do ano passado, que optei pelos 10K, quis experimentar a distancia dos 25K.

Pela distancia e pelo “relaxo” nos treinos longos, já sabia que seria uma corrida bem pesada. O kit deixei para retirar na sexta feira, depois do expediente. Ja que não iria treinar mesmo, descanso é preciso, resolvi ir para lá e evitar uma possível muvuca do pessoal sem tempo para retirar de semana - retirando tudo de última hora - como de costume.

Cheguei para a retirada na sexta, por volta das 19 horas. Cheguei e fui direto para o balcão, sem filas ou maiores dificuldades. O kit, como de praxe, veio contendo os materiais de merchandising, número de peito, chip descartável, camiseta e a medalha (pós prova). A feirinha da maratona não diferiu em nada das edições anteriores, ou na meia maratona. Só uma passada rápida.

Diferentemente do que fiz na última meia maratona em que quebrei bem antes dos 21k, foquei em uma dieta de carboidratos para não ter problemas de “falta de combustível” durante a corrida. Pensei e usei uma estratégia diferente em relação aos saches de malto, em vez de a cada meia hora, optei para levar para usar um a cada uma hora de rodagem.

No domingo, acordei por volta das 5h30min, tomei um café a base de carboidratos e suco. Me arrumei e sai as 6h, rumo ao Ibirapuera, sendo mais preciso, na ALESP, de onde partem os ônibus para a largada. Percurso feito em torno de 30 minutos até estacionar o carro, mais uma viagem de 20 minutos de ônibus para a Roberto Marinho, ponto da largada.

Chegando na Roberto Marinho, primeira coisa a fazer foi localizar os ônibus “guarda volumes” que se dirigiriam para as chegadas, tanto dos 10K ou 42K, no Ibirapuera, quanto para a USP, a chegada dos 25K respectivamente. Na USP que inclusive teve o transporte também gratuito que levaria à chegada da maratona.

Assim que guardei os pertences no guarda volumes, dou aquela última passada no banheiro, faço um alongamento e então é só esperar a vontade da Globo largada, ou seja, esperar ainda cerca de 1h. Pelo menos a liberação das entradas para a área de largada foi rápida.

Finalmente chega o horário e é dado início a mais uma estréia minha em uma longa distância, agora um pouco maior, maior que meia maratona. Estava confiante, mas como disse lá em cima, não havia treinado para a distancia. Consideramos que meu último ““treino”” longo para uma distancia de 25 foi a própria meia maratona, em abril. Alias, também não havia treinado direito para ela. Ah, claro, corrida não é treino, ou não deveria ser!

A corrida começa subindo a “Ponte Estaiada”, pegando a Marginal Pinheiros rumo a Ponte do Morumbi, cruzando o rio Pinheiros, ponto agradável para admirar o cheiro podre mais agradável ainda do rio, rumando sentido a Juscelino Kubitschek. Até ai igual ao ano passado, o que diferiu é que agora não iria seguir pela Juscelino, mas fazer o retorno pouco antes da Av. Brigadeiro Faria Lima e voltar rumo a Marginal Pinheiros, até a ponte Eng Roberto Rossi Zuccolo. Alias, este é o ponto onde fica mais fácil se mexer que até então estava difícil pela quantidade de gente que corria. Ainda bem que a maioria seguiu para os 10K :P . Este também foi o ponto que o Sol saiu de trás das nuvens e resolveu dar as caras. Sol que não atrapalhou na minha opinião.

O percurso continuou pela R. José Augusto de Queiros, rua paralela ao Jockey Clube de São Paulo, até chegar de encontro com a Av Lineu de Paulo Machado. Seguindo pela Av Valdemir Ferreira, Praça Vicente Rodrigues e Av Alfranio Peixoto - ponto que passamos pela disputa do primeiro lugar da elite feminina. Só se via as Quenianas dominando a prova por volta do Km 36, enquanto nós estávamos no km 10, ou pouco antes [okay].

Continuando o trajeto, rumamos pela Rua Alvarenga, Ponte Cidade universitária, Av Prof. Manuel Jose Campos, Praça Panamericana, Av Pedroso de Morais, sentido Faria Lima, um pequeno trecho da própria Faria Lima até retornar para a Pedroso, agora sentido parque Villa Lobos.

Pouco antes do Villa Lobos, por volta do km 15, antes também de chegar no “Gatorade” não deu, quebrei. Faltou treino, faltou planejamento, faltou agenda, enfim, algo que ja esperava que aconteceria. Parecia que carregava 15kg a mais em cada perna. Caminhei por cerca de 10 minutos para dar uma amenizada na situação, e até o km 19 fui alternando entre caminhada e trote. Do Km 19 para frente consegui seguir.

Passando pela Praça Panamericana, agora na volta, encontro meu Tio que estava lá para fazer os 42K. Seguimos juntos até a USP, até o km 23, onde nos separamos de novo, sim, a perna pesou de novo e resolvi andar! Agora foi na Av. Professor Melo de Morais, a Av da Raia. Mas desta vez, por estar no fim, deixei para caminhar uns 500 metros e ter gás para seguir para a chegada na Av Escola Politécnica, e chegar correndo, claro.

Desafio concluído no tempo que planejava, cerca de 3h, e consegui um sub-3 ainda, 2h59min é sub 3h! ;) Em melhores condições (sem caminhar) creio que conseguiria fazer na casa de 2h45min. Ano que vem?! :)

Falando da organização, pontos de hidratação a cada 3km, inclusive com banheiro, sem o que reclamar. Pontos de Gatorade no copo, o jeito é se adaptar quanto a isso, como foi na parte que estava caminhando consegui pegar até 2 copos e beber sem problemas. A medalha, bonita e bem melhor que a do ano passado! O transporte que levava para a largada saiu rápido, só achei demorado o da volta, aliás, queria voltar sentado e voltei em pé na porta. Outra ressalva quanto ao pós prova, não recebemos frutas, pão, ou qualquer outra coisa como de costume. Somente a medalha e o Gatorade. Voltar com fome no trânsito, apertado no ônibus, foi bem tenso, ja não basta correr 25km?! Estava a ponto de passar mal.

O ponto que achei engraçado foi o papo entre os corredores perguntando em que ponto quebrou, o tempo de conclusão explica :P

Tirando os problemas o importante é cruzar a linha, e procurar fazer treinos longos decentes daqui pra frente, fazer uma rodagem nem se preocupando tanto com distância, mas com tempo… buscar algo em torno de 2h, 2h30, ainda mais com uma meia maratona para daqui um mês ;).

Resultado:

Maratona

  • Número de Peito: 16053
  • Tempo Final: 02:59:30
  • Categoria: M2529
  • Modalidade: 25K
  • Tempo Bruto: 03:06:44
  • Classificação Total: 1960
  • Classificação por Categoria: 138
  • Classificação por Sexo: N/D
  • Pace Médio: 7,11 min/km
  • Velocidade Média Total:8,36 km/h

Por David Homsi Rio de Janeiro

Ainda recebo muitas dúvidas sobre o tênis correto para a corrida e sempre digo que o atleta deve escolher com cautela um tênis para essa prática. Para isso é importante ver antecipadamente alguns fatores listados abaixo antes de mudar o seu calçado:

1) Experiência passada com os sapatos: qual machucou? Qual era mais duro? 2) Influenciou na performance? 3) Problemas atuais: tempo do tênis, desgaste, desconforto, entre outros; 4) Biomecânica: o tênis deve ser adequado para o tipo de pé e pisada de cada atleta; 5) Fatores Ambientais: locais de treino; 6) Corrida (tipos de corrida): quais distâncias irá correr, 5km, 10km, 21km…

Não mexa em time que está ganhando

Se a pessoa não tiver nenhum problema no treinamento, ou nas corridas, será difícil recomendar uma mudança radical do tênis. É difícil melhorar uma situação em que tudo está bem. Por isso aconselho obter alguns pares extras do tênis favorito antes que ele saia de linha, ou que seja substituído por um modelo novo.

As mudanças feitas pelos fabricantes podem variar de uma sutil alteração no amortecimento ou até uma mudança estrutural importante. Deve-se observar também, que muitas vezes, os fabricantes interrompem um modelo de tênis e retornam a sua produção alguns anos mais tarde, porém, com um modelo totalmente novo e o seu pé pode não se adaptar ao tênis, que até então era seu preferido.

Como comprar

Saiba que uma das melhores formas de descobrir informações adequadas sobre o tênis é através de lojas especializada em corrida. Lá eles podem ajudar não só com as experiências próprias, mas também rever características desejadas em que o atleta procura num tênis. Essas lojas também podem alertar o corredor quanto às alterações na produção do tênis favorito.

Se, por exemplo, a sola dos seus sapatos se desgastarem muito rapidamente, os vendedores qualificados dessas lojas podem recomendar outro modelo com melhor estrutura. Nesses casos sempre será levado em consideração o local onde você treina e a intensidade dos treinos.

Vida útil do tênis

Lembre-se também que depois de ter usado o tênis por algum tempo é necessário substitui-lo, mesmo que a aparência do calçado esteja boa. O uso de um tênis errado ou desgastado é uma das principais causas de lesões do atleta de corrida. As estimativas variam, tal como os indivíduos, mas um cálculo estima que um calçado deve percorrer entre 350 e 550 milhas (em média 800km).

Isto significa que muitas pessoas devem substituir os seus tênis antes de eles mostrarem um grande desgaste. Ao usar um tênis em demasia, ele gradualmente perderá sua capacidade de absorção de choque, bem como possivelmente irá começar a perder alguma de suas características de estabilidade.

O tênis atual está correto?

Aproveite o tênis velho e examine o seu solado. Observe onde ocorreu o desgaste.A maioria das pessoas se espanta ao ver que o desgaste se dá na região posterior e lateral do tênis. A razão para isso é que o primeiro ponto do seu pé que toca o solo é o calcanhar (justamente na região do desgaste). Isso é normal.

• (Cuidado! Não é por isso que você possa ser considerado um “supinador” olhar o desgaste no solado do tênis é um erro ainda muito comum no meio da corrida).

Em seguida coloque os sapatos em cima da mesa e sinta a parte de trás do tênis com o dedo. Se o seu tênis estiver inclinado para o lado interno significa que você pode ser pronador. Nesse caso o ideal é procurar um tênis com uma maior estabilidade ou substitui-lo um pouco mais cedo na próxima vez.

Se o tênis pender para o lado externo, você pode ter um alto arco do pé. Às vezes, indivíduos com esse tipo de pé podem ter dor lateral do joelho, dor lombar e dor no exterior da perna. Nesse caso é importante observar se o tênis tem uma quantia justa de absorção de choque, o que provavelmente vai diminuir o risco de lesão. Mas lembre-se que estas são dicas, o mais importante para descobrir o tipo de pisada é fazer um exame de BAROPODOMETRIA.

Além disso, você também deve observar o bico do tênis. Veja se ele tem algum desgaste entre os dedos do pé e/ou na parte superior. Se houver, provavelmente você deve sentir um desconforto nestas áreas ao correr. A dica é: procure um tênis mais largo.

Na hora de comprar

Como disse anteriormente, certifique-se de que você esteja numa loja especializada em corrida. A maioria das boas lojas irá permitir que você corra para cima e para baixo. Você precisa testar o tênis antes de comprar, e se você é um atleta de corrida, precisa testá-lo correndo.

Você também deve manter o tênis no seu pé por cerca de 10 minutos, para ter certeza de que ele continua confortável. Certifique-se também se não há beliscões e sinta a sensação de conforto.

Depois de comprar um novo e confortável tênis, não o utilize em sua primeira prova ou treino longo. Você precisa amaciá-lo, senti-lo e adaptá-lo ao seu pé. Se você utilizá-lo direto, sem testá-lo, você vai ser condenado a ter seus pés doloridos, bolhas e talvez o pior, uma lesão. É incrível como muitas pessoas fazem este erro a cada ano, não importa quantas vezes esse simples fato é indicado. Só não faça isso! JUST DON`T DO IT.

Atenção: será que ao usar o tênis correto para a pisada consigo previnir uma lesão? A resposta é não. Há outras coisas que podemos observar e fazer para diminuir ainda mais o risco de lesões. Por exemplo: repensar seus limites, seguir corretamente uma plailha de treinamento feita para você, exercitar a musculatura através de exercícios de musculação e alongamentos, evitar o “overtrainning” - excesso de treinamento, lembrar que treino é treino e prova é prova.

Além de observar esses detalhes, alguns corredores vão precisar de algo extra na corrida. Dependendo do formato do pé, postura durante a corrida e de como é feita a passada do corredor, muitas vezes aconselhamos o uso de palmilhas ortopédicas, que podem ser feitas de acordo com a necessidade do corredor. A palmilha tem que ser feita sob medida após serem feitos um exame de baropodometria, avaliação postural e de biomecânica.

Lembre-se que sozinho, o tênis correto não vai evitar lesões. Há outros fatores externos que também podem ajudar, como um treinamento correto, fortalecimento das pernas, entre outros.

Após todo cuidado, as chances de comprar um tênis inadequado são mínimas. Leve-o para casa coloque e vá treinar (siga sua planilha SEMPRE)!

Globo.com

Tudo começou olhando o Facebook, nos grupos de corrida, e vendo um pessoal comentando que iriam abrir as inscrições da prova da Tribuna de Santos, para serem rápidos pois os ingressos não duram muitos dias. Assim foi como começou a minha participação em mais uma corrida, a 10K Tribuna FM de Santos, uma das provas 10K mais tradicionais do Brasil.

Tribuna

Feita a inscrição no site do evento, optei pela retirada do kit em São Paulo, o local seria o Espaço Cultural da Caixa, na praça da Sé, na terça e quarta que antecedem a corrida. Quinta, sexta e sábado a retirada já seria em Santos, local próximo a prova. Só não esperava que a retirada ocorresse somente durante o expediente bancário: das 10 as 16hrs, mas encarar a Sé antes/depois desse horário, nonsense.

Na terça acabei esquecendo de ir, acabou passando batido, fui retirar o kit na quarta, durante o almoço no trabalho. Partindo da av Juscelino é bem fora de mão o trajeto que fiz, de ônibus. Esperava gastar no máximo 1h15 na ida e volta e esse tempo foi praticamente para chegar na Sé! Isso que da não ter Metrô na região do trabalho; a viabilidade maior seria ir de carro, fica a dica para ano que vem!

O local que ocorreu a retirada do kit creio que foi adequado a demanda de pessoas que optaram por retirar na capital, local pequeno porem sem muita gente retirando os kit, pelo menos durante o horário que estive, com staffs de sobra atendendo na hora quem chegava no local para retirar.

Com o kit em mãos, hotel reservado próximo a chegada (após combinar com meu amigo corredor Ademir), foi só esperar pelo fim de semana. O kit, alias, veio contendo a camiseta, numero de peito, chip de cronometragem, revistas e materiais de merchandising.

No sábado, chega o dia de descer para Santos. Deixo para ir depois das 13 horas, já que a reserva do hotel seria para a partir do meio dia. Viagem de 1h30, chego lá por volta das 15h15, foi uma viagem tranqüila, transito somente até pegar a Imigrantes e, na Imigrantes, até passar um pavilhão de exposições. Vi que a viabilidade maior é ir via jacu pêssego / rodoanel até acessar a rodovia: menos transito e já corta um belo trecho de para/anda.

O tempo em Santos estava relativamente quente comparado a São Paulo, fazendo em torno de 25 graus quando cheguei lá, e em torno de 16 graus na madrugada, enquanto na capital não passava dos 21 como temperatura máxima durante o dia. Acabei levando roupas para encarar o frio e passei calor, mas faz parte!

Tribuna

O restante do sábado fiquei acompanhando a Champions League na TV, até a decisão por pênaltis, aproveitei o Extra do lado do hotel para comprar alguns comes / bebes e aguardar o domingo. Notei em grupos no Facebook, um pessoal marcando de ir em pizzaria fazer um jantar de massas, etc. Se fosse uma prova de 15K ou 21K até iria, mas para 10K achei meio desnecessário e preferi ficar no hotel mesmo. A única coisa que fiz foi arrumar as coisas para o dia seguinte, fixar o número de peito na camiseta e deixar tudo pronto para o grande dia.

As 21h30min tentei ir dormir, já que acordaria somente as 6 da manha para tomar o café e ir correr, mas tenho sério problema em dormir com barulho, não consigo nem a pau, e meu quarto ficava bem de frente para uma movimentada avenida, em resumo, dormi depois das 2 da manha, e bem mal.

Chega domingo, dia da prova, acordo as 6 horas, coloco o uniforme da corrida e desço para tomar o café da manhã no hotel. No hotel para o café já começam a aparecer inúmeras pessoas que estavam lá também hospedadas para a prova, já devidamente uniformizadas. Inclusive durante o café encontro com meu amigo, o Ademir, e marcamos de ir para o local de largada as 7h10.

Resolvo ir com o celular, carteira de motorista e um dinheiro para a largada. Somente (ou pouco mais) que o necessário, ainda mais por não saber como iria funcionar o guarda volmes por largar em um ponto da cidade para chegar em outro. Decidimos ir de ônibus mesmo para o local, já que qualquer um que ia para o centro iria parar na região. No ônibus, praticamente todo mundo estava indo para a corrida, foi basicamente um siga o fluxo até o local. Por volta das 7h30, chegamos no local de concentração, em frente a um Fórum, próximo a rua da largada.

Feito o alongamento, foi só esperar pelo inicio da prova. No local notamos que o guarda-volumes é móvel, a exemplo da Maratona de São Paulo, tenho como horário limite as 8 horas da manha para entrega.

Tribuna

Gostei bastante da forma que dividiram os pelotões pelo ritmo. O ritmo que você definia na inscrição seria a cor do seu numero de peito, e somente os números de peito na cor X estariam no pelotão, com bloqueios filtrando os espertos que iam correr de forma mais lenta de sair lá na frente. A divisão se dava nas cores Cinza (elite), Verde, Laranja e Vermelho. Mesmo assim muita gente fala que finaliza em tempo de um pelotão de puxada forte, chega no primeiro km e está andando atrapalhando os demais, questão de bom senso que não podemos fazer nada. Mas mesmo com esse ponto, gostei da forma clara e objetiva de separação e filtro, coisa que a São Silvestre principalmente deveria adotar.

Chega as 7h20 e é iniciada a prova para o pelotão geral, onde me encontrava. Nessa hora comecei a ter idéia de como a prova pára a cidade, é a São Silvestre de Santos, aquela corrida que a cidade toda para para ir assistir, ficam em sacadas acenando e torcendo para os corredores, enfim, uma sensação gostosa de fazer parte desta festa. Como também na São Silvestre, não é uma corrida para fazer tempo, você pega trafego pesado de pessoas em 100% da prova, não há uma parte em que o pessoal dissipa, já que algumas ruas são estreitas e são mais de 16 mil pessoas oficialmente inscritas. Para buscar tempo em uma prova dessa é obrigatório chegar bem cedo e fica posicionado praticamente na linha atras da elite. Por esses motivos terminei a prova em pouco mais de 1h.

Com pontos de hidratação com água gelada a cada 2km, três palcos com musica distribuídos nos 10km de prova e o pessoal assistindo e apoiando durante os 10km, tornam uma prova especial de correr. O percurso todo é fácil, plano em sua totalidade. O tempo durante a prova, nublado, ajudou também, enfim, só elogios.

A entrega do kit pós prova também organizada, continha a medalha e uma sacola com frutas, suco e barra de cereal.

Na volta para o hotel foi até legal ver o pessoal interessado perguntando como foi a prova, o que achou e até cobrando a medalha no peito. Com certeza ano que vem estarei novamente participando dessa prova, nessas horas da para ver o porque esgota tão rapidamente as inscrições.

Resultado:

Tribuna

  • Número de Peito: 9538
  • Tempo Final: 01:01:55
  • Categoria: M2529
  • Modalidade: 10K
  • Tempo Bruto: 01:08:05
  • Classificação Total: 4408
  • Classificação por Categoria: 523
  • Classificação por Sexo: ND
  • Pace Médio: 06:11 min/km
  • Velocidade Média Total:09,69 km/h