Já se pegou em um estágio da corrida em que você sabe que está fazendo algo errado, mas não consegue entender o quê, tampouco tem alguém que faça isso por você? Seus problemas acabaram. A treinadora americana Christine Many Luff, membro da American Council on Exercise e da Road Runners Club of America, publicou um miniguia com as coisas que um corredor de rua deve parar de fazer para realizar uma corrida com segurança.

1. Ignorar a dor

A atividade física não foi feita para doer. Se o corpo dói, algo está errado. Não pense que perder uma ou outra corrida por conta da dor vai arruinar seu programa de treinos. Na verdade, se você correr dolorido, isso pode evoluir para uma lesão ou algo pior.

2. Correr com o tênis errado

Muitas lesões e desconfortos acontecem quando você corre com um tênis vencido ou inapropriado para o seu pé e para o seu estilo de corrida. Os pés transpiram três vezes mais do que qualquer parte do corpo e precisam ser bem cuidados. Aposte em ajuda especializada, como ortopedistas esportivos e testes específicos sobre o tema.

3. Dizer que você não é um corredor de verdade

Existe um preconceito com quem corre acima de um pace de 7’. Esses geralmente justificam a baixa velocidade dizendo que não são corredores de verdade. Mas, para ser um verdadeiro corredor, basta correr. Não importa se é uma maratona ou uma prova de 5 km em uma hora. Honre seu hobby.

4. Pular o aquecimento

Muitos corredores, algumas vezes instruídos por seus treinadores, não realizam o devido aquecimento antes do treino diário ou de uma prova. Esse erro tira a flexibilidade do músculo e impede uma amplitude maior na hora de correr. Um aquecimento de 5 minutos, com uma caminhada ou alongamento básico, faz com que o sangue flua pelo corpo e prepare a musculatura para o exercício.

5. Correr sem se hidratar

Certos corredores não bebem líquido antes e durante a corrida, com medo de sentir dores abdominais ao longo do exercício. Pecado mortal. Quando corremos, perdemos quase 2 kg de nosso peso normal por conta da transpiração e equilíbrio da temperatura interna. Sem água, o organismo superaquece, além de não repor os sais minerais perdidos no suor.

Fonte: Revista O2, edição número 113, setembro de 2012

Neste domingo, dia 27, foi dado o start no meu calendário de provas de 2013 com a corrida da Oral-B, organizada pela Corpore. Corrida que contou com a presença de cerca de três mil atletas que participaram da corrida de 7k ou da caminhada de 3k.

Oral B

O tempo virou na capital no fim de semana, trazendo muita chuva e frio, o que proporcionou um bom rendimento para a corrida.

A retirada do kit de deu somente no sábado no Clube Esperia, próximo ao Campo de Marte, local que abrigou a estrutura da corrida. Retirei o kit por volta do meio dia, sem muita fila, retirada feita em cerca de cinco minutos. No local encontrei O Corretor Corredor, a Priscila Atuati e o Paulo Lee que participaram também da prova. O kit veio contendo camiseta, número de peito, chip, jornal, vitamina, shake, chicletes e barra de cereais, um kit bem “cheio” comparando com o de outras provas. Havia também uma pequena feira no local do evento com personalização da camiseta, venda de roupas, tênis e assinatura de revista.

Oral B

O restante do sábado foi descansar e aguardar domingo, se municiando de carboidrato na janta anterior a prova.

Domingo depois de acordar as 6h e tomar café, parti para o Campo de Marte para dar inicio a mais uma prova. Cheguei no estacionamento do Tietê por volta das 6h45min e me dirigi para o ponto de largada.

Chegando no local encontrei o Guilherme, no qual havia retirado seu kit. Kit entregue, coisas guardadas no guarda volumes, foi só alongar e partir para mais uma corrida.

Neste meio tempo acabei encontrando várias pessoas, como o Leonardo, Marcus Garcia, a Priscila, Nathalia e demais pessoas que participam do #coisadaboa da Nike.

Oral B

A prova se deu início as 7h30min, partindo do Campo de Marte em direção a Av Santos Dumont. Até a Santos Dumont o que deu para fazer é trotar, muita gente, não dava para desenvolver uma velocidade na prova. A partir da Av. Olavo Fontoura e mais ainda na Braz Leme, o pessoal já estava bem disperso e deu para fazer um bom pace, intervalando sempre em altas e baixas velocidade.

Prova concluída em pouco mais de 37 minutos, tempo bom para a primeira do ano, com um gosto de quero mais.

Hidratação no percurso boa, dois pontos com água gelada, mais que o suficiente.

O local para retirar o kit finisher estava bem desorganizado, com muita fila, muita gente e pouco staff distribuindo, demora de cerca de 10 minutos para conseguir pegar a medalha, as frutas, um segundo kit com produtos da Oral-B, Mentos e água de coco.

Kit finisher retirado, foi se encaminhar para o guarda volumes onde reencontrei o Guilherme, vi de longe a Nessa Romeu que também  estava na fila do guarda volumes; mais tarde, depois de retiradas as coisas, reencontrei a Priscila, Patricia e demais. Apesar dos pontos negativos na chegada (filas) foi um evento legal, onde re-encontrei vários amigos e amigas e fiz novas amizades.

Também aproveitei para finalmente comprar um porta medalhas que estava precisando.

Ainda pretendo correr alguma em fevereiro, mas não tenho opções, sugerem algo que não envolva o entorno do Pacaembu (tédio!!)?

Resultado:

Oral B

  • Número de Peito: 1709
  • Tempo Final: 00:37:27
  • Categoria: M2529
  • Modalidade: 7k
  • Tempo Bruto: 00:40:11
  • Classificação Total: 964/3181
  • Classificação por Faixa Etária: 101/248
  • Pace Médio: 05:21 min/km
  • Velocidade Média Total: 11,21 km/h
  • Informações Gerais: a href=”https://motoactv.com/public/show?workoutActivityId=2Za5MuVLQ2Os5HEJt9zQCg%3D%3D&activity=1” target=”_blank”>Motoactv</a>

2012: O ano que comecei as longas! Terminei 2011 com minha primeira prova de 15k, dizendo que pretendia fazer uma Meia Maratona no ano e terminei 2012 com cinco Meias Maratona, uma de 25k e duas de 15k, fechando novamente com a São Silvestre, em novo horário, novo percurso, mais organizada e com aquela natural confraternização característica da corrida.

Balanço 2012

Somente em fevereiro não corri, por falta de opção, e o mesmo deve acontecer neste ano: A cada ano que passa, seguimos com provas mais caras, kits mais “chulos” e percursos repetitivos: isto acaba ficando maçante, chato. Não acho que vale a pena por exemplo pagar 80 reais em uma prova para correr cerca de 7km sobre um viaduto em pleno verão sob um sol de 30 graus as 7h da manhã (geralmente esta é a única opção que temos em SP em fevereiro), melhor poupar o dinheiro e correr duas mais em conta ou em um percurso diferente.

O ano começou com a prova gratuita do “Circuito Praia Limpa” em Bertioga, prova puxada, areia, chuva, terminando com péssimo tempo, desgaste por viajar a poucas horas do evento, enfim, falta de planejamento total; já “pagando a promessa” e estreando na Meia Maratona em março, na Meia Maratona Internacional de São Paulo, organizada pela Yescom.

No decorrer do ano, desci para Santos para participar da “São Silvestre da Baixada”, a corrida da Tribuna, uma das melhores do ano passado! Sofri pra caramba para completar os 25k da Maratona de São Paulo (falta de treino específico para a prova); Não posso deixar de mencionar a Golden4Asics, uma das melhores provas que participei, enfim, inúmeros pontos positivos que servirão de base para decidir quais provas participar no próximo ano.

Melhor de 2012: Golden4Asics, organização sensacional, grande estrutura em todos os pontos de hidratação (banheiro químico, Gatorade e água em todos os se não me engano 7 pontos no decorrer do percurso). A São Silvestre vale a menção pela festa, idem para a corrida da Tribuna em Santos.

Pior de 2012: Fila Night Run: Interlagos a noite, pouca iluminação e uns babacas de programas humorísticos até derrubando um ou outro corredor foi de matar, ainda mais pelo valor da inscrição.

Consegui baixar meu pace nos 10k em cerca de seis minutos, nos 15k em cerca de doze minutos e mesmo nos 21k, fazendo a primeira prova no começo do ano em 2h24min e chegado a fazer em 2h08min no decorrer do ano, tudo bem que por ser a primeira meia da vida a gente se poupa mais, mas não deixa de ser uma evolução.

Fora as novas amizades que apareceram no decorrer do ano graças a este gosto em comum: a pratica da saúde.

Não consegui seguir 100% a risca o calendário planejado no começo do ano: datas mudam, provas coincidem ou encarecem demais que não fazem mais valer a pena.

Planejo mais ou menos isto para este ano:

Oral-B Meia-maratona Internacional de SP Fila Night Run Meia-maratona Corpore Internacional de SP Maratona Internacional de SP SP Indy Run Circuito Energyzer 10Km Tribuna FM – Santos XVII Corrida Corpore Bombeiros Meia de Sampa Golden4Asics XVI Corrida Centro Histórico de SP Maratona Pão de Açúcar de Revezamento (4 atletas) Circuito Caixa Circuito Athenas Tricolor Run Troféu Zumbi dos Palmares 5ª Corrida Internacional Cidade de Guarulhos Sargento Gonzaguinha Corrida Internacional de São Silvestre

Tenho vontade de fazer minha estreia na maratona ainda este ano, vou decidir se faço ou não ao decorrer do ano e dos treinos, se conseguir fazer algum longo acima de 35k me inscrevo de última hora, por enquanto fico nos 25k na Maratona de SP. Quem sabe até mesmo estreio na maratona fora do estado.

Participar de uma prova internacional segue nos planos, uma hora chega a oportunidade.

Boas passadas em 2013!!

Participar de provas como atleta amador já não é o suficiente? Você precisa baixar o seu próprio tempo, ainda que isso não garanta prêmios nem honras, apenas satisfação pessoal? Como essa necessidade é sempre crescente, uma vez alcançada uma meta, imediatamente nasce outra. Desta vez (quem sabe?), chegar na frente do pelotão de elite. Todo corredor com espírito competitivo é assim mesmo, movido a desafios. Quer buscar o seu melhor. Mesmo sendo amador, sonha com uma conquista. Isso aumenta a confiança e melhora a autoestima. “Cada vez que isso ocorre sinto-me como um medalhista olímpico”, conta o jornalista Rogério de Moraes, que descobriu os prazeres da corrida há três anos. “Não é o recorde mundial, mas é o meu recorde”, diz, definindo o espírito da coisa.

A boa notícia é que é possível bater recordes pessoais e cruzar a linha de chegada na frente, mesmo sendo amador — no caso, amador de elite. Todo mundo (e isso inclui você) tem potencial para ser a bolacha mais recheada do pacote, mas para isso é preciso ter fome de vitória, ou “sangue nos olhos”. Sem garra e determinação, nada feito. Para ajudá-lo a chegar lá, consultamos especialistas nas áreas de treinamento (Marcelo Butenas, diretor técnico da Butenas Assessoria Esportiva) e psicologia do esporte (João Ricardo Cozac, presidente da Associação Paulista da Psicologia do Esporte, e Daniela Chaves, colaboradora da Comissão de Psicologia do Esporte do Conselho Regional de Psicologia do Paraná), além de atletas que integram o time de elite. O resultado é este, digamos, guia de autoajuda. Confira e depois diga se vale ou não a pena sair correndo.

1. Trace uma meta e vá buscá-la

Como qualquer manual de autoajuda ensina, o básico para seguir adiante no que quer que seja é traçar uma meta e buscá-la. Assim, não desista no meio do caminho e sinta-se realizado quando ela é alcançada. Pegue o seu calendário de corridas, escolha uma que seja o seu sonho, estabeleça se irá fazer neste ano, no ano que vem ou mesmo no próximo, e trace um planejamento para chegar lá. E depois? Depois é traçar outra meta, fazer o esforço necessário e tentar alcançá-la. O estabelecimento de metas influencia o comportamento indiretamente — afasta a preguiça e evita que você mate treinos sem necessidade, por exemplo — e afeta fatores psicológicos importantes, como confiança e ansiedade.

2. Saiba o seu real potencial por meio de testes

Como os grandes mestres do assunto vivem repetindo, a corrida nunca deve ser feita com agressão ou sofrimento. Seu ritmo deve ser baseado na quantidade máxima de oxigênio que você consegue colocar na corrente circulatória (VO2 Máx.) e no teste limiar de lactato (ponto em que o corpo não consegue controlar a acidose provocada pelo exercício e entra em processo de fadiga), jamais pela sua idade. O objetivo é manter um equilíbrio entre gasto (pelo esforço) e alimentação (pela respiração), de tal forma que o seu organismo esteja sempre em equilíbrio.

3.  Aumente o seu limite aos poucos

Testar os limites do corpo, como sabem os profissionais, não tem nada de natural. A provação aumenta o risco de contusões e dores.  A maioria dos amadores, é verdade, está muito abaixo desse limite máximo de volume de treino. Aumentá-lo costuma ser um meio eficiente de melhorar a performance. Mas é preciso ir aos poucos. A recomendação mais tradicional é elevar a intensidade dos treinos em no máximo 5% por semana, durante três semanas seguidas e, na quarta semana, tornar a reduzir um pouco o volume, para o corpo descansar e adaptar-se ao esforço extra. Se não for assim, em vez de evoluir, o corpo começa a andar para trás.

4. Esteja na melhor forma

Saber que você pode ir além — e não quebrar — o faz mais forte que o sujeito que foi tomar banho mais cedo. Muitas vezes, o vencedor não é o mais talentoso, e sim o que treinou mais. Porém, a chave para vencer não é treinar muito. Acima de tudo, é preciso treinar direito. Tenha objetivos, mas não queira conseguir tudo em uma semana.

5. Melhore a técnica de corrida

Muitas pessoas acham que correr, assim como andar, é só uma questão de colocar um pé em frente ao outro. Mas essa é uma atividade que envolve técnica. Trabalhe com variações de velocidade e de terrenos, e peça ao seu treinador para elaborar um treinamento funcional. A partir do momento em que você melhora a postura, o movimento do corpo se torna mecânico e fácil de ser realizado.

6. Transpire mais que os outros

Há alguns anos, pesquisadores ingleses e alemães resolveram estudar pessoas talentosas para entender o que as diferenciava dos reles mortais. Para isso, investigaram pianistas profissionais e os compararam a pessoas que tinham apenas começado a estudar, mas desistido. O problema foi que os cientistas não conseguiram achar ninguém com habilidades sobrenaturais entre as 257 pessoas investigadas — todos eram igualmente dotados. A única diferença encontrada entre os dois grupos é que os pianistas fracassados tinham passado muito menos tempo estudando do que os bem-sucedidos. Quer dizer, não é que faltou talento para os amadores virarem mestres — faltou dedicação. O mesmo vale para quem pratica esportes: gênio é 1% de inspiração e 99% de transpiração.

7. Não perca o ritmo

Uma corrida é dividida em três partes, sempre progressivamente. Por isso, controlar o ritmo é crucial. Um corredor tem de dosar as energias o tempo todo e saber qual é o momento de acelerar. Para não errar no cálculo, um bom truque é ficar de olho em algum corredor que esteja à sua frente e que tenha um bom ritmo. Na medida do possível, cole nele. Imagine que ele tem um ímã que está puxando você em direção a ele.

8. Não tenha medo de vencer

É comum uma pessoa insegura, mesmo convencida de que merece aumento de salário, mudar de ideia durante a conversa com o chefe. O mesmo vale para um corredor com boas pernas, mas sem cabeça de vencedor. Para driblar essa deficiência, você precisa se automotivar, cair e se levantar de cabeça erguida, correr atrás do que falta, ter força de vontade para chegar lá. O bom é que quanto mais você vence, mais fácil fica. Depois que conhece o sabor da vitória, não quer mais parar.

9. Engane seu corpo

Quem joga a toalha antes, o corpo ou a cabeça? Muito frequentemente sua cabeça é que se rende primeiro, enquanto seu corpo ainda tem gás sobrando. O que faz você parar é a queda dos níveis de glicogênio baixos, o principal combustível para os seus músculos. Com medo de esgotar os estoques, o cérebro diz que não dá mais, ainda que tenha alguma reserva de energia. O segredo para não jogar a toalha é manter o tanque abastecido. A cada meia hora, consuma um carboidrato de absorção rápida (aquele em gel). E vá em frente.

10. Treine seu cérebro

Para ser um vencedor, não basta realizar treinamentos físicos e técnicos: é preciso treinar a mente e conhecer as próprias emoções. Atletas e treinadores cada vez mais reconhecem que fatores psicológicos influenciam o desempenho. Ansiedade, concentração e confiança são algumas interferências que podem sabotar a sua corrida, caso não sejam trabalhadas, analisadas e fortalecidas. O objetivo é derrubar as barreiras psicológicas que o impedem de atingir seu rendimento máximo, como pensamentos negativos (que a psicologia do esporte chama de “intrusos” e que derrubam atletas nos momentos mais importantes), medos e inseguranças. Uma das técnicas para isso é imaginar-se um cavalo forte e musculoso cavalgando pelas ruas, ou visualizar as pernas como se fossem rodas de bicicleta. Ao se concentrar nessas imagens, você sente que não faz esforço para correr.

11. Acelere o autoconhecimento

Os atletas de alto desempenho têm uma habilidade que os psicólogos chamam de dureza mental, que lhes permite ter sucesso nos momentos críticos, como não deixar a peteca cair quando estiver cansado ou dar um sprint nos quilômetros  finais de uma maratona, por exemplo. Essa competência pode ser aprendida e treinada com profissionais da psicologia esportiva. Para isso, é preciso fazer um mapeamento prévio de suas características psicológicas e emocionais. Ou seja, você precisa se conhecer — inclusive, conhecer os próprios limites.

12. Tenha um mantra para chamar de seu

Repetir mantras durante a corrida também conta pontos. Recentemente, durante uma ultramaratona disputada na Austrália, a canadense Bernadette Benson repetia a frase “Implacável, para a frente e progresso!”. Coincidência ou não, ela venceu a prova de 1.000 km! Você pode simpli  car a mensagem repetindo apenas: “Vou conseguir! Sou vencedor!” À medida que você associar este mantra ao treinamento mental, ele virá muito fácil no momento da prova.

13. Cultive os pensamentos positivos

Pensamentos negativos durante a corrida são um veneno. Porém, como são automáticos, muitas vezes a gente nem se dá conta deles. É como se uma voz  casse dizendo no seu ouvido: “Você não vai conseguir!”

Para driblá-los, o processo mental é bem simples: basta não  car pensando na tentação e focar naquilo que é realmente importante no momento — como terminar a prova no mesmo ritmo, por exemplo. Para isso, é possível repetir pensamentos positivos durante a competição, como “treinei muito e estou pronto para esse desafio” etc. Esse tipo de pensamento atua para revigorar o ânimo. Cultivar pensamentos positivos é um exercício tão importante como o fortalecimento muscular ou o aprimoramento de uma técnica especí ca de treino ou competição.

14. Invista nos pontos fracos

Quem acha que para correr é preciso apenas ter fôlego está enganado. Existem aliados que complementam a preparação do corpo para que ele suporte as solicitações físicas, como a musculação, por exemplo. Muitos corredores têm preconceito contra ela, mas a musculação é importante na corrida porque ajuda a tratar assimetrias musculares e evitar a fadiga, prevenindo lesões. Sem contar que controla o peso, aumenta a resistência muscular e a força. É um complemento indispensável. Geralmente, nossos pontos fracos existem justamente porque não insistimos neles.

15. Não perca o ritmo

A menos que você seja queniano, não é o recorde mundial que está tentando alcançar — é o pessoal. Por isso, mantenha o ritmo, em vez de tentar acompanhar o pelotão. Chegará um momento em que as sucessivas vitórias sobre si mesmo ampliarão o seu olhar para os adversários e, aos poucos, seu foco se voltará para derrotar os adversários externos. Do contrário, sem querer, você pode forçar demais e quebrar. Prova perfeita é aquela em que o corredor extrai de si o máximo que era possível fazer naquele dia, não importando a sua colocação.  Correr com os líderes só é a melhor estratégia quando o propósito é vencer a prova.

16. Mantenha o foco

Outra técnica para superar os pensamentos negativos é ficar focado apenas na corrida — procurando não levar problemas ou questões familiares/ profissionais para a competição. Pense na passada seguinte, por exemplo, ou na próxima curva ou ainda no próximo quilômetro. Também é possível se concentrar em uma tarefa que seja útil para o seu resultado na corrida, como calcular no relógio o seu ritmo de corrida, o que ajuda a afastar os pensamentos negativos. Se nada disso funcionar, experimente ficar zen, simplesmente. Para a triatleta Fernanda Keller, o grande segredo do esporte de longa duração e alta performance é este: ter a mente limpa. “Não pensar em nada, ficar concentrado em correr e respirar”, diz.

17. Se vira!

O único adversário de um corredor durante uma competição é o próprio corredor. O único aliado, idem. É justamente essa sensação que costuma motivar alguns atletas de ponta. “Quando está difícil, adoro a sensação ‘Se vira, é com você! Não falou que ia fazer Ironman?’”, conta a triatleta Fernanda Keller. “Sempre procurei, na hora do vamos ver, não depender dos outros”, diz Alexandre Ribeiro, tetracampeão de Ultraman. Para isso, a autoconfiança, a autoestima, o equilíbrio e a segurança devem estar em harmonia, fazendo com que a esfera psicológica atue sempre a seu favor.

Fonte: O2, edição nº 110, junho de 2012

Nesta segunda, 31 de dezembro, foi realizada a 88 edição da Corrida Internacional de São Silvestre, prova que marca o fim do calendário esportivo de corridas de rua do ano em São Paulo.

Depois da mudança de percurso que gerou muitos protestos no ano passado, terminando na ocasião no lamaçal na área do parque do ibirapuera, a prova voltou a terminar na Av. Paulista, recuperando um pouco da tradição da prova. Outra novidade foi que depois de disputada de noite e a partir da década de 90 à tarde, a prova tem sua estreia no período da manhã.

Só achei que as 9 horas é um horário muito tarde ainda mais no horário de verão, considerando que a maioria termina a prova depois das 10h15min. Devido ao calor, muita gente pode passar mal no percurso. Ideal que a largada fosse as 7 horas da manhã.

A prova também vem perdendo seu brilho, com cada vez menos participantes da forte elite mundial. É o preço que se paga principalmente pela desorganização.

São Silvestre

Retirei o kit no primeiro dia (sexta) no ginásio do ibirapuera, mesmo local de 2010. Diferentemente do ano passado que fui no segundo dia no fim da tarde, desta vez fui no primeiro dia a tarde. Resultado: pouco mais de duas horas de fila e sol na cabeça para retirar o kit, até atletas da elite passaram por um perrengue para conseguir o kit de participação. Amigos e amigas que retiraram seus kits no segundo dia (sábado) ou terceiro e último dia (domingo) levaram entre 5 e 10 minutos para fazê-lo. Ano que vem então primeiro dia? Nem a pau! Perdi mais tempo para retirar o kit do que estimei para completar os 15km da prova (1h30).

O kit veio composto por camiseta, chip, número de peito, papeis de merchandising além de “amostras grátis” de produtos de patrocinadores do evento. Camiseta branca como no ano passado mas achei mal desenhada, poderiam ter caprichado mais. Pelo menos a medalha deste ano ficou tão bonita (ou até mais que) comparando com a do ano passado.

São Silvestre

Logo depois da retirada na sexta fiz meu último treino do ano, 40min de rodagem, quase na casa dos 8km pelas ruas do bairro. A alimentação no domingo, tanto o almoço quanto a janta foram a base de carboidrato, agora de verdade, macarrão, para dar certa sustância para a prova, afinal a brigadeiro estaria a poucas horas de mim.

Não estava com expectativas para a corrida. Apenas festejar o fim de ano e chegar inteiro para não dormir a noite toda. Como marquei viagem para virar o ano no Rio, sem hospedagem, não posso me dar ao luxo de forçar e cansar muito nesta prova, afinal não vou ter um pingo de descanso até a noite do dia seguinte.

Segunda, depois de levantar as 6h30min e colocar a roupa da corrida, tomei um café rápido: pão e água, e parti para buscar a Amanda e partir para a paulista. Como no ano passado, preferi ir de Metrô: melhor por não ter muita opção de estacionamento próximo a Paulista, interdições na cidade e rápido acesso. As 7h30min o carro já estava parado no estacionamento próximo ao Metrô Tietê. No metropolitano fiz o percurso Tietê > Luz > Paulista > Trianon chegando próximo às 8 horas na região do MASP.

São Silvestre

Com as coisas guardadas nos “ônibus guarda-volumes” estacionados próximo ao MASP, foi tempo de guardar as coisas, dar a última passada no banheiro, fazer um alongamento muito rápido, afinal neste momento faltavam cerca de cinco minutos para o início da prova e partir em direção a largada.

Conseguimos ficar bem próximo ao linha de largada, bem na boca de acesso dos 5min/km. A prova teve início pontualmente as 9 horas para a elite masculina e pelotão geral.

Até sair da paulista é praticamente caminhar e tomar cuidado com os sem noção que se veem uma camera na frente pulam em cima e não importa quem esta na frente, passei próximo a uma camera (que não vi) e quando vi tinha uns 10 pulando em cima e empurrando, bem senso acima de tudo né?!

A prova nos primeiros 8km foi praticamente só descida. Até a Consolação não tinha muito o que fazer a não ser acompanhar os blocos, afinal são 25 mil inscritos e cerca de 10 mil pipocas participando do evento, muita gente.

Encontrei meu tio, Mario, maratonista, na descida em direção da Av. Pacaembu, algo bem inesperado ainda mais pela quantidade de gente nesse meio.

São Silvestre

A partir da avenida Pacaembu deu para se soltar mais e impor um ritmo próprio sem mais se conter por causa do pessoal. O primeiro ponto de hidratação só apareceu no km 4, depois da Av Pacaembu. Os próximos seriam nos Kms 7 (água e Gatorade), 10, o último antes da subida da famosa brigadeiro no km 12 (água e Gatorade) e fechando logo depois de escalar a brigadeiro no km 14, para tomar a paulista e concluir a prova. Ainda sobre a hidratação parece também que la ninguém nunca havia feito uma prova: todos atacavam o primeiro ponto de distribuição, sendo que havia mais 5 em seguida, ou seja, faziam aquele tumulto, bloqueavam o caminho rodeando o ponto, ninguém conseguia pegar naquele ponto depressa e muita gente ficava parada e esperando sendo que nem 20 metros dali haviam mais pontos…

Ano passado esta foi minha primeira prova com distancia superior a 10km, e quebrei pouco depois do teatro municipal, este ano: também! Alias, antes até… Realmente não esperava mas a prova ficou mais pesada e o sol veio forte. Apesar do dia ter amanhecido nublado, com temperatura agradável, o sol logo deu as caras e elevou muito a temperatura principalmente quando iniciou a parte mais difícil da prova, os 8Kms finais de subida. E para ajudar na famosa brigadeiro me aparece uma dor nas costas que não conseguia utilizar o braço para me impulsionar: boa hora para aparecer não?!

Não achei que teria muita gente assistindo a corrida principalmente pelo horário ter mudado, mas engano meu, havia gente assistindo e apoiando no percurso todo! Até mais comparando com o ano anterior.

São Silvestre

Terminar a corrida na paulista é diferente, tem um gosto especial, é uma coisa indescritível, só estando participando para saber.

Esta prova tempo é o de menos, você não consegue correr pela quantidade de gente, além de ser uma prova muito técnica e difícil, vale a diversão.

Com o kit finisher retirado, restou correr agora para casa que o voo para o RJ me aguarda. Enfim, fechamos 2012 com o objetivo de correr pelo menos uma meia maratona (corri cinco, além de uma de 25) alcançados.

Que venha muitos quilômetros em 2013, e que tenham todos um feliz Ano Novo com muita paz, saúde, amor, dinheiro, conquistas e alegrias!! Quem sabe a primeira maratona.

Ainda não defini qual prova abre meu calendário 2013, isso fica para depois do descanso!

Fazendo um comentário pós viagem: Havia muita gente no aeroporto Santos Dumont no RJ, tanto com a camiseta da prova até com a medalha pendurada no pescoço. Mostra o lado positivo da mudança para o horário da manhã prova neste aspecto: Conseguimos fazer a corrida, cedo, e a tarde voltar ou para a cidade de origem para passar o réveillon ou mesmo viajar para curtir a virada.

Resultado:

São Silvestre

  • Número de Peito: 7657
  • Tempo Final: 01:40:17
  • Categoria: M2529
  • Modalidade: 15k
  • Tempo Bruto: 01:46:35
  • Classificação Total: 9469
  • Classificação por Faixa Etária: 738
  • Pace Médio: 6:41 min/km
  • Velocidade Média Total: 8,97 km/h
  • Informações Gerais: Motoactv